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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Política e cotidiano de Pernambuco

SAÚDE

DIAGNÓSTICO PRECOCE DE RETINOBLASTOMA TEM 90% DE CHANCE DE CURA, DIZ ESPECIALISTA DO IOFV

Por Luzimar Dias

Ganhou muita repercussão no Brasil, em 2022, o caso da menina Lua, filha do apresentador Tiago Leifert, diagnosticada com retinoblastoma. Câncer raro de olho, a doença tem 90% de chances de cura, caso seja identificado precocemente, segundo o Ministério da Saúde.

O órgão, também, levantou que 400 novos casos de retinoblastoma são identificados todos os anos, porém, 50% deles são diagnosticados tardiamente, o que reduz a chance de cura. Especialista no tema, o oftalmologista Alexandre Ventura, diretor do Instituto de Olhos Fernando Ventura – IOFV, explicou a importância do “Teste do Olhinho” logo após o nascimento do bebê.

“Esse teste deve ser feito, de preferência, se possível na maternidade. O acompanhamento de toda criança deve ser feito com o pediatra e o oftalmopediatra. É necessário pelo menos uma consulta no primeiro ano de vida. No caso da menina e Lua, o pai percebeu por uma foto.

Nossa retina transmite um reflexo vermelho, uniforme. No caso de opacidade no olho, ele vai dar uma alteração de coloração. Um dos sinais de que algo está errado é quando fica com a cor branca”, explicou Ventura.

O Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma é celebrado, na próxima sexta-feira (18). Alexandre Ventura ressaltou que a fixação do olhar deve ser uniforme nos dois olhos. No caso da filha de Tiago Leifert, ela tentou desviar o olhar para focar com a outra parte da retina, buscando uma área do olho que não tivesse com problema, o chamado estrabismo.

“O retinoblastoma geralmente se desenvolve no primeiro ano de vida. Sendo no primeiro ano, será um câncer mais grave, podendo ser bilateral ou trilateral, comprometendo células primitivas do cérebro. Mas ele se desenvolve até os cinco anos de idade. Desenvolvendo mais tarde, ele torna-se um câncer mais brando. Mas infelizmente é um câncer maligno, que precisa de acompanhamento e tratamento específicos”, acrescentou o oftalmologista.

TRATAMENTO

O oftalmologista do IOFV destacaou que não há um fator de risco sobre a origem da doença. Os tumores nos primeiros anos de vida costumam ter origem genética. Alexandre pontua, ainda, que existem alterações de mutação de células de retina que vão proliferar.

“Depende do tamanho do tumor. Os menores podem ser tratados com laser, crioterapia (congelamento da massa tumoral), ou até a cirurgia, com a remoção intraocular. Em outros casos, a quimioterapia é necessária. Ela é uma ‘bomba’ para matar o tumor, mas hoje conseguimos quimios direcionadas, através de intervenção cirúrgica”, pontuou.

Foto – Sol Pulquerio

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