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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Política e cotidiano de Pernambuco

LIVRO

OBRA LITERÁRIA DESTACA FORÇA TRANSFORMADORA DA AGROPECUÁRIA DO NORDESTE

Por Luzimar Dias

A obra literária, “Desenvolvimento Econômico do Nordeste: o Setor Agropecuário como Vetor da Transformação Regional”, escrita por Geraldo Eugênio e Álvaro Eugênio, será lançada na primeira quinzena de dezembro de 2026, no Salão Nobre da UFRPE. O livro revisita a trajetória econômica da região e analisa o papel estratégico da agropecuária na construção de um futuro mais sustentável.

Os autores defendem que compreender políticas passadas e planejar os próximos 50 a 100 anos é essencial para evitar a perda de cadeias produtivas. A proposta é transformar conhecimento acumulado em ação estruturante para o desenvolvimento regional. Toda a diversidade territorial nordestina ocupa posição central na análise, com destaque para litoral, Zona da Mata, Agreste, brejos de altitude e Sertão.

A edição examina cadeias como cana-de-açúcar, pecuária, fruticultura, apicultura e produção de grãos, relacionando-as às características ambientais e produtivas de cada território. Os autores ressaltam que a agropecuária é capaz de gerar renda, fortalecer a segurança alimentar e dinamizar economias locais.

A sustentabilidade e a inovação tecnológica aparecem como pilares para ampliar a competitividade regional. Pesquisas agropecuárias são apresentadas como motor decisivo da transformação econômica. O livro destaca o papel do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) no melhoramento genético de bovinos e na pesquisa da palma-forrageira, essencial para o Semiárido.

Também evidencia a atuação da RIDESA, responsável pelas variedades RB de cana-de-açúcar, que revolucionaram a produtividade da cadeia sucroenergética. Os autores defendem que ciência, inovação e integração institucional são fundamentais para gerar impactos duradouros. A continuidade das políticas públicas é apontada como condição indispensável para elevar produtividade e renda.

O livro discute ainda o efeito multiplicador da agropecuária, que movimenta comércio, serviços, transporte, logística e agroindústrias. Cada real produzido no campo se multiplica por três na desencadeia e fluxos econômicos que ultrapassam os limites das propriedades rurais, fortalecendo diferentes segmentos da economia regional.

Em um cenário global marcado pela busca por segurança alimentar e autonomia tecnológica, o Nordeste precisa transformar vantagens naturais em vantagens industriais e comerciais. O desafio é agregar valor, dominar tecnologias, diversificar mercados e construir cadeias produtivas mais sofisticadas. Da redação do blog, com informações da assessorias de imprensa.

Foto: Divulgação

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