O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou durante sua live semanal, realizada nesta quarta-feira (1), sobre as trocas feitas esta semana no Ministério da Defesa e negou que esteja ‘politizando’ as Forças Armadas. “Três ministros foram trocados, durante a semana e três foram remanejados. Vou falar sobre o Ministério da Defesa. Houve uma especulação enorme da mídia. Tá politizando”.
Segundo o Presidente, tanto o antigo quanto o atual ministro da Defesa são generais do Exército. “Do último posto da carreira, generais de 4 estrelas”. Ele lembrou que militares da ativa não podem estar filiados a partidos políticos.
Bolsonaro questionou se estaria politizando ao colocar esses generais para ocupar a pasta. E para justificar a escolha lembrou que a ex-presidente Dilma Rousseff escolheu o ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) para ocupar o cargo, durante seu governo. “Isso é politizar? Ou eu que estou politizando?”, perguntou.
Em seguida, o Presidente disse que, o então ministro Jaques Wagner nomeou, para um cargo na Secretaria Geral do Ministério da Defesa, a esposa de um integrante do Movimento dos Sem Terra (MST). “Ela era conhecida como Dilma da Bahia” Estava politizando a Defesa ou era eu?”. Bolsonaro ressaltou que o ex-ministro Aldo Rebelo do PCdoB também já ocupou a pasta e lembrou, que nesse período não houve críticas da imprensa. “Quando essas pessoas foram alçadas à situação de cargos importantes ou ministérios, pessoas integrantes do PT, PCdoB e PDT não falaram nada.”
Jair Bolsonaro citou ainda os casos de José Genoíno, Waldir Pires e Celso Amorim que foram filiados ao Partido dos Trabalhadores e ocuparam cargos ligados ao Ministério da Defesa. Sobre o atual ministro da Defesa, general Walter Braga Netto – o Presidente lembrou que ele foi nomeado interventor na Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. “Fez um excelente trabalho, reequipou a Polícia Militar e demais órgãos de segurança”.
É uma pessoa de combate, um general da linha de frente. Estava na Casa Civil, fazendo um excelente trabalho. Foi convidado por mim. Ele me conhecia, eu conhecia ele e só nós sabemos o motivo disso tudo. Morreu aqui essa história. Não tem que discutir nada.” O presidente Bolsonaro encerrou a transmissão agradecendo o trabalho dos comandantes das Forças Armadas que entregaram os cargos na última terça-feira.




