EM REUNIÃO NO RIO DE JANEIRO, GOVERNADORES ACUSAM LULA DE OMISSÃO NA SEGURANÇA

Poder360

Governadores de centro e de direita se reuniram nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro para discutir medidas de combate ao crime organizado. O encontro liderado, pelo governador do Estado, Cláudio Castro (PL), resultou no anúncio de o “consórcio da paz” – aliança que pretende permitir aos Estados compartilhar “experiências, soluções e ações” na área de segurança pública.

A reunião foi realizada no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, dois dias depois da Operação Contenção, considerada a mais letal da história do país, deflagrada na Zona Norte da capital fluminense. A ação, que teve como alvo a facção Comando Vermelho, deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais, e mobilização de 2.500 agentes das forças de segurança..

Estiveram na reunião com Castro, os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarin e Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul, além de Celina Leão (PP), vice-governadora do Distrito Federal. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou de forma virtual.

Os governantes acusaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de omissão na área de segurança e contestaram a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública – PEC que tramita no Congresso com apoio do Palácio do Planalto. Ronaldo Caiado, governador de Goiás, afirmou que a atuação conjunta entre os Estados é necessária porque lideranças de facções criminosas “se instalaram no Rio para mandar no crime em outros locais”.

Segundo ele, a crise de segurança fluminense foi agravada por decisões judiciais e pela falta de apoio do governo federal. “Esse assunto está sendo tratado no Rio porque a ADPF que foi feita transformou o Estado em uma zona livre do crime. Quanto à PEC [da Segurança Pública], esse é um assunto fake. Tudo aquilo que está na PEC já está em lei ordinária”, declarou Caiado.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), disse que foi ao Rio “oferecer um abraço” a Castro e cobrou do governo Lula mais apoio no controle de fronteiras e no envio de recursos para equipar as forças de segurança estaduais. Sobre o “consórcio da paz”, afirmou que os governadores ainda vão “fazer um regulamento” para definir os termos da cooperação.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), declarou que é “improvável que o governador Cláudio precise de tropa” de outros Estados, mas destacou que a nova iniciativa cria “condição de fazermos um enfrentamento inteligente ao crime organizado. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse que o governo Lula deveria “parar de lacração” e apresentar medidas concretas para fortalecer a segurança pública.

Foto: Secom/GovSC

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