ESCOLAS CÍVICO-MILITARES DEVEM CONTINUAR EM 19 ESTADOS MESMO COM EXTINÇÃO DO PROGRAMA


A extinção do Programa de Escolas Cívico-Militares – Pecrim pelo presidente Lula da Silva (PT) deve ter poucos efeitos práticos, na maioria das unidades da Federação. Levantamento mostra que, das 27 unidades federativas, só Alagoas confirmou que encerrará por completo a participação de militares. Ao menos 19 pretendem manter ou readequar o modelo e sete ainda não decidiram.

O governo havia anunciado na última quarta-feira, a extinção do programa criado em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nele, profissionais civis eram responsáveis pela área pedagógica das escolas enquanto militares – policiais, bombeiros ou membros das Forças Armadas– cuidavam da parte administrativa. Informações são do Podee 360

Até 2022, segundo dados do Ministério da Educação, 200 escolas em todo o País aderiram ao Pecim, com um total de 120 mil alunos atendidos. A maior parte (54 unidades), na Região Sul.

Entre os governadores, quem se posicionou mais firmemente contra o fim do programa do governo federal foram aqueles eleitos com apoio de Bolsonaro. Foi o caso, por exemplo, de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que disse que editará um decreto para regular seu próprio programa.

É o que já acontece no Distrito Federal, governado por Ibaneis Rocha (MDB-DF) e em Santa Catarina, onde Jorginho Mello (PL) foi ao seu perfil do Twitter no mesmo dia do anúncio do governo para exaltar o combate ao tráfico de drogas nas escolas. No Estado, o programa “Escola Segura” passou a funcionar no início de junho.

Os governadores Ratinho Junior (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG) também pretendem implementar um modelo próprio, para manter a estrutura de ensino militar. O desejo de manter o programa funcionando, no entanto, não é só de governadores alinhados a Bolsonaro.

No Maranhão, Carlos Brandão (PSB) – eleito com o apoio do atual ministro Flávio Dino (Justiça) – pretende manter o modelo. Em mais de uma ocasião, ele defendeu as escolas cívico-militares e disse que pretendia ampliar a participação de militares a outros municípios. Depois do anúncio do governo federal, seu vice Felipe Camarão (PT) disse em seu perfil do Twitter que o governo agiu corretamente.

Foto-Divulgação/ Poder 360

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