FESTIVAL PERNAMBUCO MEU PAÍS: MONTAGEM CÊNICA ABRE PROGRAMAÇÃO DO EVENTO EM SALGUEIRO, NESTA SEXTA(24)

Montagem inédita celebra o legado de Janete Costa, Mestre Vitalino e Irineu do Mestre e ganha participação especial do homenageado sertanejo na primeira cidade do Sertão a receber o Festival Pernambuco Meu País.

Abertura da programação musical do Palco Pernambuco Meu País, em Salgueiro, será marcada por um montagem cênica criada especialmente para celebrar a riqueza da cultura popular pernambucana e reverenciar três nomes fundamentais da identidade cultural do Estado.

Nesta sexta-feira (24), às 19h30, o Espetáculo Pernambuco Meu País abre oficialmente a primeira noite na cidade sertaneja no Parque de Exposições reunindo dança, música, artes visuais e elementos da cultura popular em homenagem a Janete Costa, Mestre Vitalino e Irineu do Mestre, patronos desta edição. Primeira cidade do Sertão a receber o Festival Pernambuco Meu País, Salgueiro ganha um significado ainda mais simbólico nesta montagem.

Além de homenagear o legado dos três mestres, o espetáculo contará com a participação especial de Irineu do Mestre, artista salgueirense que integra o trio de homenageados desta edição e cuja trajetória transformou o couro em uma das mais importantes expressões da arte popular pernambucana.

Construído a partir da força simbólica das matérias-primas que moldam a cultura popular de Pernambuco, como a palha, o tecido, o barro e o couro, o espetáculo propõe uma experiência sensorial que atravessa memórias, saberes e tradições.

Cada elemento dialoga diretamente com a obra dos homenageados, revelando como suas criações transformaram materiais cotidianos em patrimônio cultural, mantendo vivos os ofícios, os modos de fazer e as histórias transmitidas entre gerações. Mais do que contar uma história de forma linear, a montagem convida o público a percorrer paisagens afetivas da cultura pernambucana.

Em cena, imagens, texturas, sonoridades e movimentos se encontram para evidenciar que a arte popular permanece viva justamente porque se reinventa continuamente, preservando suas raízes sem deixar de dialogar com o presente. “O Espetáculo Pernambuco Meu País nasce do desejo de transformar em cena a força dos saberes populares que fazem de Pernambuco um território único.

Homenagear Janete Costa, Mestre Vitalino e Irineu do Mestre é reconhecer artistas que souberam transformar o cotidiano em arte e fazer de seus legados um patrimônio. Abrir a programação do festival com essa montagem é também reafirmar o compromisso do Governo de Pernambuco com a valorização da nossa identidade cultural e dos mestres e mestras que inspiram novas gerações”, *destacou a diretora-geral do Festival Pernambuco Meu País, Carla Pereira.

“O espetáculo nasceu de uma pesquisa aprofundada sobre a trajetória dos três homenageados e sobre o que une suas histórias, a transmissão dos saberes e a continuidade da cultura popular entre gerações. Esses elementos foram traduzidos em figurinos, movimentos, adereços e no material audiovisual, além da presença de crianças no elenco, reforçando essa ideia de legado”.

“Nossa missão é emocionar o público e celebrar essas trajetórias por meio de diferentes linguagens artísticas. Em Salgueiro, a expectativa é tornar a homenagem a Mestre Irineu ainda mais especial, com sua participação presencial no espetáculo, ao lado de sua família, fazendo dessa apresentação uma grande celebração em sua terra”, antecipou a diretora artística do Espetáculo Pernambuco Meu País, Leila Nascimento.

“O Espetáculo Pernambuco Meu País nasce do encontro entre pesquisa, memória e criação. A cada cidade ele tem como objetivo de ganhar novos sentidos porque encontra novos olhares, novos territórios e novas pessoas. Eu tive como missão acompanhar esse percurso desde a concepção artística, ajudando a construir os caminhos que pudessem unir dramaturgia, imagem, música, movimento, culturas populares em uma única experiência”.

“É um processo muito vivo que vai sendo cuidado e reinventado a cada montagem e através disso respeitando a identidade de cada lugar por onde o festival passa. E o espetáculo, mais do que contar histórias, ele busca despertar memórias, celebrar nossos mestres”.

“E principalmente revelar a potência criativa de Pernambuco e ver isso tudo ganhar forma no palco e no encontro com o público é, sem dúvida, a parte mais bonita desse trabalho”, disse o coordenador artístico do Festival Pernambuco Meu País e também do espetáculo, Ary Valença.

Entre o barro, a palha, o tecido e o couro, o público acompanha a construção de um legado que continua sendo recriado pelas mãos das novas gerações, reafirmando a cultura popular como um patrimônio vivo e em permanente transformação.

Foto: Juana Carvalho/Secult-PE



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