GLEIDE ÂNGELO PROPÕE GRATUIDADE NO TRANSPORTE À MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

 Deputada Gleide Ângelo (PSB) apresentou dois Projetos de Lei que garante e facilita o acesso de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar assim como seus dependentes, à rede pública de proteção e amparo.

As propostas asseguram gratuidade tanto no transporte público da Região Metropolitana,  quanto na rede intermunicipal.

“Muitas mulheres vítimas de violência enfrentam inúmeras dificuldades até mesmo para denunciarem e serematendidas pelos equipamento públicos. Proporcionar a gratuidade no transporte público é uma enorme contribuição para que elas possam sair, buscar ajuda e romper o ciclo de violências que vivenciam”, explica a Parlementar

De acordo com os textos, o benefício da gratuidade é garantido às mulheres com renda mensal comprovada de até meio salário mínimo – ou seja, pouco mais de R$ 500 –  e em atendimento continuado em qualquer órgão, secretaria, coordenadoria ou centro de referência especializado e integrante da rede de atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar, seja ele federal, estadual ou municipal. 

A gratuidade no vale-transporte tem validade de 90 dias, mas pode ser prorrogada por igual período ou enquanto durar a situação de penúria e vulnerabilidade. Entretanto, o benefício não contempla a rede de trasporte opcional, nem é cumulativo para àquelas já detentoras de gratuidade nas redes.

“Eu conheço o trabalho da nossa rede de proteção e sei que ela pode ser libertadora. Mas como podemos atingir mais mulheres, na medida em que muitas não têm condições de ir até o organismo de atendimento e assim receber o apoio jurídico e psicológico de que tanto precisam?  

 “Como essa mulher vai se deslocar até uma delegacia ou defensoria pública ou mesmo até agências de emprego, questiona  a Gleide Ângelo. Ela também lembrou o crescimento alarmante dos índices de feminicídio em todo Estado:

“As mulheres estão trancadas dentro de casa com seus agressores. Elas têm dependência até para se alimentar, quanto mais para poder se locomover e conseguir reorganizar a própria vida.”

O Estado precisa disponibilizar todo os artifícios necessários para salvar a vida dessas mulheres – porque a denúncia nas delegacias é apenas o primeiro passo”.

A fala da Deputada reporta aos recentes indicadores de criminalidade divulgados pela Secretaria de Defesa Social. Segundo o estudo, enquanto houve uma redução de 15% nos crimes de homicídios registrados em todo Estado de Pernambuco, o total de casos de feminicídios cresceu 40%, nos sete primeiros meses deste ano.

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