GOVERNADOR DIZ QUE SPUTNIK V SALVA VIDAS, EM 58 PAÍSES, MAS RESPEITA DECISÃO DA ANVISA

Governador Paulo Câmara (PSB) usou sua conta pessoal do Twitter, para se manifestar sobre a decisão da Anvisa, em rejeitar a importação de vacina russa Sputnik V, pelo menos, neste primeiro momento. O uso do imunizante também foi suspenso no País. “Respeito a avaliação da agência, mas vou continuar trabalhando para que a vacina seja disponibilizada aos pernambucanos o mais rápido possível”, escreveu Paulo Câmara.

Ainda na publicação, o Governador relata que o imunizante salva vidas em vários países e relembra que há evidências mais que necessárias para que as milhões de doses já adquiridas pelos governadores do Brasil sejam usadas no País. “A Sputnik V está salvando vidas no México, Argentina, Hungria e mais 58 países. Infelizmente, para a Anvisa não há evidências suficientes para que as 37 milhões de doses adquiridas pelos estados brasileiros sejam autorizadas a entrar no Brasil.

DECISÃO ANVISA

Os cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa rejeitaram, por unanimidade, a importação e o uso da vacina russa Sputnik V pelo Brasil. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (26). O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Os diretores do órgão se reuniram, de forma extraordinária, para avaliar os pedidos de nove estados para a aquisição da vacina.

O diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, que é o relator do pedido, considerou que o imunizante pode trazer riscos à saúde. Além disso, foram apontadas falhas e pendências na documentação apresentada pelo fabricante. Ele se baseou em pareceres técnicos de três gerências da Anvisa, que fizeram uma apresentação no início da reunião. 

“Para os pleitos ora em deliberação, o relatório técnico da avaliação da autoridade sanitária ainda não foi apresentado, os aspectos lacunosos não foram supridos, conforme as apresentações técnicas. Portanto, diante de todo o exposto, verifica-se que, os pleitos em análise não atendem, neste momento, às disposições da Lei 14.124 e da Resolução da Diretoria Colegiada 476, de 2021, razão pela qual eu voto pela não autorização dos pedidos de importação e distribuição da vacina Sputnik V solicitados pelos estados que já relacionamos”, afirmou o diretor-relator. O voto do relator foi seguido pelos outros relatores da agência.

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