MINISTÉRIO DA AGRICULTURA CONFIRMA CASO DE “MAL DA VACA LOUCA” EM FRIGORÍCO MINEIRO

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa confirmou neste sábado (4) o caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “mal da vaca louca”, em um frigorífico de Belo Horizonte.

Segundo a pasta, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) foi notificada e as exportações de carne bovina foram suspensas.

A suspeita veio à tona na última quarta-feira, pelo portal Uol, mas o caso teria acontecido em junho e o animal já foi sacrificado.

Segundo o sócio-diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, seria um caso atípico, em um animal com mais de 10 anos. Ele relatou que a suspeita foi informada aos frigoríficos que atuam na região pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). 

Além do caso de Belo Horizonte foi confirmado um outro em Nova Canaã do Norte (MT) e, segundo o ministério, ambos foram detectados durante a inspeção ante-mortem. O Mapa informou que, por questões de sigilo comercial, não informa o nome dos frigoríficos.


Esses dois casos são o quarto e quinto de EEB atípicos registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença. A doença é considerada atípica quando é originada dentro do próprio organismo do bovino, normalmente em animais com idade mais avançada. Segundo a secretaria, o Brasil nunca registrou a ocorrência de casos de EEB clássica.

O comércio internacional de boi gordo na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, chegou a ser paralisado. O preço da arroba despencou 4%, chegando ao patamar de R$ 297,65/arroba. 

SUSPENSÃO

No caso da China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil, ficam suspensas temporariamente as exportações de carne bovina. De acordo com a pasta, a medida, que passa a valer a partir deste sábado (4), se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos.


A pasta esclarece que a OIE exclui a ocorrência de casos de EEB atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país. “Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, diz a nota.

Foto: Luiz Ribeiro/EM/D. A Press

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