A denominação de Serra da Matinha, para uma nova Unidade de Conservação (UC) no Sertão do Pajeú, pode passar a se transformar em Serra da Colônia, conforme sugestão da população de abrangência. Com 21% do seu território coberto pela serra, o Município de Quixada, no Sertão do Pajeú, foi o centro da Consulta Pública, realizada na sexta-feira (15), para criação da nova UC.
A proposta, que institui a Área de Proteção Ambiental (APA), ainda denominada Serra da Matinha, foi apresentada à população no Centro de Eventos da cidade. A criação da APA integra o programa do Governo de Pernambuco “Criando Unidades de Conservação no Semiárido Pernambucano”, direcionado à preservação da Caatinga”.
Todas as consultas têm coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas), Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), responsável pelos estudos técnicos. O relevante da consulta pública é a participação popular, por meio de sugestões e comentários que podem ser incluídos na versão final da proposta.
Assim, foi em Quixada, que após a apresentação do projeto de criação da UC, abriu o espaço para perguntas e sugestões dos participantes. Daí surgiu como sugestão da população, a substituição do nome Serra da Matinha por Serra da Colônia, por se tratar de nome já utilizado pela comunidade mais antiga da região.

Outra solicitação, é uma alteração na abrangência do território a ser criado como APA.
No caso da Serra da Matinha, o projeto atual prevê uma área de 1.828 hectares para criação da UC. Enquanto Quixada possui 21% da área, Carnaíba, também no Sertão do Pajeú, que sediou consulta igual na última quarta (13), tem 79% da serra no município.
Todas as alterações propostas serão incluídas no projeto e encaminhadas ao Conselho Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (Consema-PE). O diretor-presidente da Agência CPRH, José de Anchieta lembrou, que a consulta pública é uma exigência da legislação, que garante a escuta efetiva da população.
O gestor ressalta que, no caso da Serra da Matinha, não haverá desapropriações de terras, permitindo que os moradores da área permaneçam no local, contribuindo com a preservação ambiental. A área da Serra é rica em fauna e flora.
De acordo com pesquisa da Ceplan, o local possui 146 espécies de plantas, das quais seis estão ameaçadas de extinção e 20 são exclusivas da Caatinga, além de 243 espécies de animais – sendo 148 aves, 34 mamíferos, 36 répteis e 25 anfíbios. Deste total, oito estão ameaçadas e 24 são específicas da região.
Com as novas UCs, a gestão Raquel Lyra amplia de 16, para 22 Unidades no bioma Caatinga, que ocupa 84% do território pernambucano, de acordo com dados da Plataforma Ecológico-Econômica de Pernambuco. As consultas públicas para criação de Unidades de Conservação seguem junto à população.
Próximas reuniões acontecem em: Santa Cruz da Baixa Verde (19); Triunfo (20); e Calumbi 21), referentes à UC Serra do Carro Quebrado. Em junho, serão realizadas outras: em Santa Cruz, Parnamirim e Santa Maria da Boa Vista (UC Serra da Seriema); em Orocó (UC Serra dos Almirantes) e em São José do Belmonte e Serra Talhada (UC Serra Verde). A população ainda pode enviar sugestões sobre a UC Serra da Matinha por meio do e-mail consultapublica.serradamatinha@semas.pe.gov.br até os próximos 15 dias úteis.
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