OS BAIRROS CENTRAIS DO RECIFE ESTÃO SE TRANSFORMANDO EM DESERTOS URBANOS

Alvíssaras! O prefeito João Campos (PSB) enviou Projeto de Lei – (PL), à Câmara Municipal sobre imóveis abandonados para permitir a desapropriação com fins sociais. Institui a cobrança do IPTU Progressivo com alíquota dobrada a cada ano.

Atualmente o IPTU já dói no bolso do proprietário e com alíquota duplicada vai machucar mais ainda. Aguardemos que seja aprovado pelos vereadores. Os bairros centrais estão em processo de desertificação urbana. Prefeito João Eduardo Campos Arraes Bisneto Accioly de Andrade Lima, meta os peitos para reverter esta situação! Você tem cacife.

Desapropriação sempre existiu no caso de construção de pontes, viadutos, binários e equipamentos sociais diversos. Exemplo: na construção do viaduto Jaime Gusmão (Iputinga-Monteiro), as casas dos moradores pobres no entorno foram desapropriadas e indenizadas segundo a lei tipo caldo de cana, na hora e sem demora.
A novidade é o IPTU Progressivo. Se motivar interesse dos proprietários em negociar com a prefeitura para adequação com fins de moradias sociais, beleza. Mexer com gente de dinheiro e de poder é sempre complicado.
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Os velhos pardieiros abandonados dos bairros centrais de Recife constituem um flagrante urbanístico de falta de serventia em termos de moradia e comércio. Os tradicionalistas poderão falar em valor arquitetônico ou histórico. Zero. Fazer o que com os pavimentos vazios dos prédios da Av. Guararapes? Restaram apenas os versos de Carlos Pena Filho nas paredes do Bar Savoy. Os blocos de concreto da avenida hoje são apenas inútil paisagem.
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Tanto se falou e se fala em reformas, deve ser lembrado que a reforma urbana hoje é mais importante que a reforma agrária. Agricultura moderna e produtiva requer mecanização e irrigação de terras. Os desvalidos do MST que queimam pneus nas estradas são apenas massa de manobra dos caboclos mamadores de ONGs. O desemprego, a falta de educação e de profissão tangem os desvalidos das cidades para as favelas, palafitas e sub-moradias.

No tempo de Agamenon Magalhães (1940) ele apelava aos corações generosos dos empresários ricos e entidades patronais de classe: você foi escolhido como voluntário para colaborar com a campanha de erradicação dos mocambos. Bondosos pela própria natureza, os ricos caprichavam nas doações do vil metal para expiar seus pecados.

Ouvi certa vez de Miguel Arraes: “Agamenon era um tanque de guerra”. (Está escrito na minha biografia de Agamenon, que deverá ser reeditada este ano)._Hoje os tempos são outros, naturalmente, citei estes dados apenas para ilustrar a matéria. Hasta la vista, leitores Magnaneanos, gregos e troianos.

Por: Adalberto Ribeiro – Jornalista

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