Quem for assistir a encenação da Paixão de Cristo do Recife, este ano vai se surpreender com as mudanças introduzidas pela produção do evento para contar a história do que seria os últimos dias Jesus Cristo.
Após dois anos suspenso devido a pandemia da Covid-19, o espetáculo volta a ser encenado na Praça do Marco Zero, no Centro da cidade, durante a Semana Santa. Na retomada, a apresentação traz protagonistas negros e aborda temas atuais, como guerras, crise climática e extremismo político.
Neste ano, a Paixão de Cristo do Recife tem três sessões gratuitas ao ar livre: na sexta-feira (07), no sábado (08) e no domingo (09). Nos três dias, a encenação começa às 18h. Informações são do Portal G1.
Roteirizado e dirigido por Carlos Carvalho, o espetáculo reúne elementos modernos, como o cenário com estruturas e alicerces à mostra. Os figurinos, feitos por Álcio Lins, mostram Jesus vestindo uma calça jeans desgastada, enquanto os sacerdotes usam paletós escuros.
A trilha sonora, feita pelo maestro José Renato Accioly, é composta por músicas de Milton Nascimento, de Chico Science e Nação Zumbi. O espetáculo é produzido pela Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe).
O ator recifense Asaías Rodrigues, que já havia interpretado Jesus na montagem feita pelo grupo no Teatro Luiz Mendonça, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, no ano passado, assume o papel, pela primeira vez, na Paixão de Cristo encenada no Marco Zero.
A personagem de Maria é interpretada pela atriz mineira Brenda Lígia, de séries como “Assédio” e “Sob Pressão”, ambas da TV Globo. Ao todo, o elenco tem mais de 150 atores, incluindo 12 bailarinos do grupo Bacnaré. Mil cadeiras serão colocadas para o público no Marco Zero. Elas serão organizadas de modo que a plateia fique no meio de cenas como o cortejo da Via Dolorosa.
Foto: Lígia Buarque/Divulgação
Portal G1




