A cidade do Paulista, litoral Norte da Região Metropolitana registrou, nesta segunda-feira (13), o nascimento de 110 filhotes de Tartaruga de Pente (Eretmochelys imbricata). A caminhada dos bichinhos até o mar aconteceu na praia de Enseadinha, no Bairro Janga.
O espetáculo da natureza foi acompanhado por servidores da Secretaria Executiva de Meio Ambiente (Sema) e pelos voluntários do Projeto de Monitoramento e Conservação das Tartarugas Marinhas do município, Kelly Castro e Jaime Costa.
“Vínhamos olhando o ninho para verificar se os filhotes já estavam saindo para a superfície e, hoje, nos deparamos com essa grata surpresa”, disse o voluntário Jaime Costa. É fantástico um momento assim, participar do nascimento e da caminhada das tartaruguinhas não tem preço, e, sobretudo, nos ensina como é perfeita a natureza”, completou Kelly Castro.
Após o fato ter sido notificado pelos voluntários, a equipe de analistas da Prefeitura realizou os procedimentos necessários para garantir que os filhotes chegassem até o mar, preservando a espécie marinha que está em perigo de extinção e evitando qualquer intervenção humana.
“Temos que lembrar que, de cada mil tartarugas, duas conseguem se desenvolver até a fase adulta, por isso a importância de propiciar as condições necessárias para que nasçam com segurança e cheguem ao mar”, frisou a analista ambiental da SEMA e pesquisadora do Projeto, Bruna Maldonado.
Secretaria Executiva de Meio Ambiente do município pede que, ao presenciar a desova de tartarugas, entrar em contato com a gestão, por meio do WhatsApp: (81) 99836-9947, ou através dos canais oficiais da Prefeitura do Paulista, site: www.paulista.pe.gov.br, no endereço de Instagram: @prefeiturapaulistape, ou pelos endereços auxiliares: @sema_paulista, @sedurtma. Também pode ligar para o fone 153, da Guarda Municipal.
CRIME – É importante informar que nas placas de sinalização dos ninhos está descrita a Lei 9.605, no Art. 29. A Legislação esclarece que vandalismos e violações aos ninhos, ou captura de filhotes, ou comercialização dos mesmos são um crime ambiental, com multas que vão de R$ 500 a R$ 5 mil, e pena de seis meses a um ano de prisão.C
Foto: Armando Fuentes




