Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados realizou, nesta qterça-feira(15), audiência pública para debater a retomada das obras da Transnordestina.
Com a construção iniciada no primeiro mandato do presidente Lula, a construção da ferrovia integra as ações do Novo PAC. Há previsão para a reintegração ao projeto do ramal pernambucano Salgueiro-Suape com investimentos na ordem de R$ 5 bilhões, anunciados pelo governo federal.
A audiência reuniu diversos parlamentares da bancada do Nordeste, além de representantes do Ministério dos Transportes, dos governos dos estados de Pernambuco, Ceará e Piauí; Banco do Nordeste (BNB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – Sudene; Confederação Nacional da Indústria e da Empresa Transnordestina Logística (TLSA).
Pedro Campos, ressaltou a importância do empreendimento como matriz do desenvolvimento regional. “Os trilhos da Transnordestina irão consolidar o modal ferroviário logístico para a região. É preciso avançar no debate de como essa construção será efetivada para que possamos ir além, debatendo a conjuntura para atração de novos negócios, considerando os arranjos produtivos locais”.
O secretário de Transportes Ferroviários do Ministério dos Transportes, Leonardo Cezar Ribeiro, destacou a importância do modal para o desenvolvimento do Brasil. “O transporte por ferrovias é muito mais eficiente do que por rodovia e serão corredores de desenvolvimento do país do ponto de vista social, econômico, regional e ambiental, além de ser um instrumento de integração regional”, afirmou.
Cezar Ribeiro sinalizou para a ampliação dos investimentos no setor. “O governo federal, liderado pelo presidente Lula, e o ministério dos Transportes, pelo ministro Renan Filho, estão corretos em retomar os investimentos em ferrovias.
Para isso, temos algumas medidas importantes em curso, como o diálogo das concessionárias para criação de espaço de novos investimentos privados no país, a decisão histórica no Confaz que é a renúncia fiscal do ICMS para investimentos de ferrovia e o debate para criação de um fundo inédito no país: o Fundo de Investimentos em Ferrovia, para que possamos canalizar recursos para essa finalidade”.
Foto – Chico Ferreira




