PREFEITURA DE OLINDA REFORÇA AÇÕES DE COMBATE À DENGUE E OUTRAS ARBOVIROSES

Agentes da Vigilância Ambiental de Olinda realizam na manhã desta terça-feira (07) mais uma inspeção de rotina nas residências do município para detectar possíveis criadouros do Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Uma das casas visitadas foi a do senhor Roberto Silva, morador do Bairro Jardim Atlântico, há 45 anos.

Para o proprietário do imovel, abrir as portas de casa é um gesto simples que pode fazer toda a diferença. “Eu sempre procuro cuidar do quintal e não deixar água parada. Graças a Deus, nunca tive problemas com dengue aqui. Os agentes vêm sempre, olham tudo e ainda são orientações. É um trabalho que ajuda muito”, conto o morador.

O trabalho acontece diariamente e é dividido em seis ciclos ao longo do ano, garantindo que cada imóvel seja visitado, em média, a cada dois meses. Segundo o agente supervisor de saúde, Diego Barbosa, além das inspeções de rotina, os profissionais realizam o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRA), que identifica os bairros com maior risco de infestação.

Quando são encontradas larvas, o material é recolhido e encaminhado para análise laboratorial, permitindo identificar a espécie e direcionar as ações de combate. “Nosso trabalho é diário. Fazemos seis ciclos durante o ano e retornamos periodicamente aos imóveis. Em algumas situações, a mesma residência pode receber até três visitas, seja para acompanhamento, coleta de larvas ou reforço das orientações”, complementou Diego.

De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde de Olinda, Dejanine Araújo, o município contabiliza, até o momento, 701 casos notificados de arboviroses, sendo 401 confirmados, além de 10 casos graves e um óbito. Ela destaca que, sempre que os agentes encontram larvas durante as inspeções, o material é coletado e enviado ao laboratório do Centro de Vigilância Ambiental de Olinda (CEVAO).

“Quando chegamos ao local e encontramos larvas, fazemos a coleta e levamos para o laboratório do Cevao, para análise”, explicou. A diretora também chama atenção para um detalhe que muitas pessoas desconhecem: retirar apenas a água parada não é suficiente para eliminar o risco.

“O ovo do mosquito consegue sobreviver em ambiente seco por um período de seis meses a um ano. Por isso, é fundamental que o recipiente seja higienizado corretamente, com água sanitária e uma esponja para remover os ovos aderidos às paredes. Caso contrário, quando voltar a ter contato com a água, esses ovos podem eclodir e dar origem a novos mosquitos”, alertou.

A participação da população continua sendo indispensável. Medidas simples, como manter caixas d’água fechadas, limpar calhas, evitar recipientes que acumulem água e higienizar corretamente vasos, baldes e outros reservatórios, ajudam a interromper o ciclo de reprodução do mosquito e protegem toda a comunidade.

De acordo com a gestão, moradores que identificarem possíveis focos do Aedes aegypti ou desejarem solicitar uma vistoria podem entrar em contato com o Centro de Vigilância Ambiental de Olinda – Cevao pelo telefone (81) 9286-0583. O canal está disponível para solicitar inspeções, esclarecer dúvidas e orientar a população sobre as medidas de prevenção e controle das arboviroses.

Foto: Letícia Freitas/Secom Olinda. 

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