PREFEITURA DO RECIFE VIABILIZA REABERTURA DO HISTÓRICO “CAIS DO IMPERADOR”, COM NOVO RESTAURANTE

 Prefeitura do Recife devolve à capital pernambucana, nesta sexta-feira (14), um de seus endereços mais simbólicos, às margens do Rio Capibaribe. Depois de alguns anos fechado, o histórico “Cais do Imperador” volta a receber o público, retomando a vocação de lugar de encontro, contemplação e convivência que marcou sua história.

O espaço, localizado na Avenida Martins de Barros, Nº 407, em frente à Praça Dezessete, no Bairro de Santo Antônio, passa a abrigar o Restaurante Cais do Imperador das Garças. A reabertura recupera um endereço que já fez parte da rotina de quem circulava pelo Centro da cidade. Em seu período mais recente de funcionamento, entre 2016 e 2022 – o Cais contou com café, mirante e área de convivência.

Um local atrativo procurado por moradores e visitantes para tomar um café, encontrar amigos e contemplar uma das paisagens mais características da cidade. Agora, o espaço ganha uma nova operação gastronômica e volta a oferecer mais uma opção de lazer e convivência com vista para o Capibaribe.

A retomada das atividades ocorre por meio de uma Permissão de Uso Onerosa, que estabelece as condições para a utilização do imóvel público por prazo determinado. “O instrumento prevê o pagamento mensal ao Município, a manutenção do espaço e o cumprimento das obrigações estabelecidas em contrato.

O imóvel permanece público, e a área de contemplação continuará aberta gratuitamente à população, voltando a oferecer um lugar para estar, olhar o rio e viver o Centro”, explica o secretário de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Felipe Matos. 

Com 598 m², o Cais do Imperador reúne diferentes ambientes. São 130 m² de área interna destinados ao restaurante, café e lanchonete e 468 m² de área externa, com arquibancada, torres laterais, áreas de circulação e terraço. O equipamento conta ainda com 170 m² de telhado verde. A operação deverá seguir práticas de sustentabilidade, como coleta seletiva de resíduos e utilização de louças e copos reutilizáveis ou recicláveis.

Um dos principais atrativos para a população é a área de contemplação do Rio Capibaribe, que permanece com acesso gratuito, permitindo que moradores e turistas desfrutem da paisagem. A arquibancada também poderá receber celebrações, atos comemorativos e manifestações culturais, ampliando as possibilidades de uso do espaço.

HISTÓRICO

O Cais do Imperador faz parte da história do Recife e carrega mais de três séculos de história. O antigo desembarcadouro remonta ao período do governo de João Maurício de Nassau, em 1642, e recebeu o nome atual após a visita do imperador D. Pedro II a Pernambuco, em 1859. Ao longo do tempo, o local ganhou diferentes usos e se tornou um ponto de observação da paisagem do Recife.

Entre 2016 e 2022, funcionou como a Estação Ecoturística Cais do Imperador, com mirante, café e espaço de convivência, recebendo moradores, turistas e visitantes. A nova ocupação recupera justamente essa relação do Cais com a cidade: um espaço onde as pessoas podem parar, contemplar o Capibaribe, encontrar amigos, fazer uma refeição e participar de atividades culturais.

A reabertura do Cais do Imperador integra as ações do Programa Recentro, que busca estimular a reabilitação urbana e a ocupação de espaços do Centro do Recife, fortalecendo a circulação de pessoas, a atividade econômica e a oferta de lugares de convivência na região. A proposta é que a movimentação gerada pelo novo equipamento também contribua para a valorização do entorno, criando um novo ponto de atração para moradores e visitantes e reforçando a relação do Centro com o Rio Capibaribe.

O termo foi firmado entre o Município do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SEDUL), e a empresa Churrascaria, Pizzaria, Bar e Restaurante Boi Voador Ltda., vencedora do Pregão Eletrônico nº 019/2025. A condução da parceria é feita pela SEDUL, por meio da Secretaria Executiva de Parcerias Estratégicas (SEPE), responsável pela coordenação do Recife Parcerias.

Assinado em fevereiro de 2026, o termo tem duração de cinco anos, podendo ser prorrogado sucessivamente até o limite de dez anos. Pela utilização do espaço, a empresa pagará ao município o valor de R$ 510 mil ao longo do contrato.

Além do pagamento mensal, são responsabilidades da permissionária fornecer e instalar equipamentos, mobiliários e utensílios, realizar a manutenção do espaço e arcar com despesas como água, esgoto, energia elétrica e IPTU, além de cumprir as medidas de sustentabilidade previstas no contrato.

Foto: Wagner Ramos/PCR

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