RECIFE É A CIDADE BRASILEIRA QUE MAIS RECEBE PESSOAS EM BUSCA DE ATENDIMENTO MÉDICO

Estudo realizado pelo governo federal mostra que o Recife é a cidade brasileira que mais recebe pessoas de outros municípios em busca de tratamento de saúde, ficando à frente de Belo Horizonte e São Paulo – metrópoles que têm população oito vezes maior que a recifense.

Segundo a pesquisa, os serviços médicos disponíveis na capital pernambucana chegam a atender pacientes que moram em regiões localizadas a mais de 4 mil quilômetros.

Os dados, compilados em 2021, foram levantados no painel “Deslocamentos e Gastos Hospitalares dos Municípios Brasileiros”, a partir de informações do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Tesouro Nacional.

Nesse período, segundo o estudo, em todo o País, 4 milhões de pessoas tiveram que viajar para fazer exames, consultas e procedimentos médicos. De acordo com o levantamento, naquele ano, o Recife registrou quase 20 mil atendimentos de pessoas de fora.

O mapeamento revela ainda que, entre os pacientes que saíram de municípios para seguir tratamento no Recife, estavam moradores de cidades como Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, que fica a mais de 4.100 quilômetros da capital de Pernambuco.

PROJETO DE LEI

Tramita na Câmara dos Deputados, Projeto de Lei (PL), que pretende criar um cartão integrado de saúde, reunindo dados de cada paciente, vinculado a contas especiais de municípios, dos estados ou do Distrito Federal.

Com essas informações, seria criado um sistema de compensação orçamentária, acionado quando uma pessoa fosse atendida fora do município onde mora. Dessa forma, a União poderia compensar os gastos feitos pela gestão da cidade que recebe o paciente.

Para o autor da proposta, o deputado federal Luciano Bivar (União Brasil), essa seria uma forma de equilibrar as despesas das grandes cidades sobrecarregadas pela alta demanda de atendimentos de saúde, como é o caso do Recife.

” O projeto institui essa rede em que você pode sair de um município para outro, embora isso não seja uma exigência, para que se tenha controle desse trânsito de demandas hospitalares. Isso vai facilitar para que a União reserve uma parte financeira, porque todos os estudos municipais são baseados na população”, explicou.

Ainda de acordo com o deputado, a compensação deve vir do governo federal. “É preciso verba extra da União, não tirar dos municípios menores de forma compensatória, mas que a União compense os grandes centros que recebem pacientes de outros municípios”.

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Foto: Divulgação

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