Com cerca de 286,9 mil Microempreendedores Individuais – MEIs, segundo dados da Receita Federal, seis municípios juntos detêm 60% de todo esse segmento em Pernambuco.
Recife lidera com 129,9 mil, Jaboatão dos Guararapes (49 mil), Olinda (30,2 mil), Paulista (26,6 mil), Caruaru (26,5 mil) e Petrolina (24,5 mil) puxam a fila do empreendedorismo no Estado, que possui 479 mil MEIs.
Cidades que possuem maior quantidade de MEIs demonstram vocação natural ao empreendedorismo e, com essa avaliação, o Santander Brasil passa a oferecer para empresas uma plataforma que permite a microempreendedores informais abrirem um CNPJ de forma rápida, gratuita e orientada.
Qualquer pessoa pode usufruir da gratuidade, não precisa ser correntista ou firmar qualquer compromisso com o Banco. O objetivo com o serviço é facilitar o acesso a quem já empreende, mas ainda na condição de pessoa física, a todas as vantagens de trabalhar formalmente como MEI.
O interessado deve atender a todas as regras do MEI como, por exemplo, não ter participação societária em outras empresas e acessar
www.santandernegocioseempresas.com.br/abra-seu-cnpj/.
A iniciativa é do Programa Avançar – pelo qual o Santander entrega ofertas não financeiras a seus clientes, como cursos com certificados e orientação a quem está empreendendo e possui um pequeno negócio.
Para viabilizar o acesso descomplicado à abertura do CNPJ, o Avançar fez uma parceria com a empresa MaisMEI, startup especializada em soluções para profissionais autônomos e que já possui uma plataforma para serviços para o MEI. Na parceria com o Santander, o Banco vai oferecer acesso à plataforma em seu site.
Em paralelo ao lançamento do serviço gratuito, o Banco inicia uma campanha inédita em seus canais digitais para combater a desinformação e esclarecer mitos e verdades sobre empreender formalmente.
A partir deste mês (dezembro), cerca de 1.800 agentes do Banco, especializados em educação financeira, vão atuar na abordagem direta de empreendedores informais em todo o país que, hoje, ainda utilizam serviços bancários na condição de pessoa física para movimentar a vida financeira de pequenos negócios.
Para chegar até o microempreendedor, o Banco vai focar inicialmente a base de relacionamento do Prospera Santander Microfinanças, programa que já atendeu a 2,3 milhões de clientes e desembolsou mais de R$ 20 bilhões em crédito.
A estratégia do Santander é utilizar o canal direto que agentes do Prospera têm com esse público para ampliar a consultoria financeira que hoje é prestada. E, assim, dar mais clareza ao microempreendedor sobre a formalização.
De largada, a perda mais considerável que empreendedores têm com a informalidade é não conseguir acessar linhas de crédito e outras soluções bancárias que ajudam o negócio a prosperar. A formalização somada à abertura de conta corrente MEI permite ao empreendedor separar suas despesas pessoais dos custos fixos e variáveis do negócio. Isso proporciona, por exemplo, uma melhor gestão do fluxo de caixa e do lucro.
“O profissional passa a ter informações mais precisas para controlar gastos e segurança para acelerar quando é hora de crescer”, afirma Franco Fasoli, diretor do Segmento Empresas do Santander. O plano do Banco, segundo o executivo, é que os agentes atuem como consultores financeiros, destacando os benefícios reais da formalização.
“Possibilidade de se aposentar, auxílios doença e maternidade, vantagens para negociar com fornecedores quando se pode emitir nota fiscal, são só alguns exemplos de ganhos que muitos ainda desconhecem”, completa Fasoli. Saiba mais sobre mitos X verdades de se tornar MEI.

Para contribuir com informações que vão ajudar o microempreendedor a fazer escolhas mais adequadas, o Santander listou os cinco maiores mitos sobre a formalização e as cinco maiores vantagens de se tornar MEI. As dicas foram produzidas pela instituição com base em dados de pesquisa do programa Prospera Santander Microfinanças.
1º MITO – Custos e burocracia para ter um CNPJ – A abertura de um CNPJ MEI é totalmente gratuita e assegurada por lei. O processo é 100% online e leva de 5 a 10 minutos.
2º MITO – Altos impostos a pagar – Diferentemente de pequenas, médias e grandes empresas, MEIs não são taxados sobre o faturamento. Há somente uma taxa única conhecida como DAS que, hoje, varia de R$ 66 a R$ 71 por mês.
3º Mito – Perda do Bolsa Família – As leis que regem programas do Governo Federal como Bolsa Família e LOAS (benefício social a portadores de deficiência) não preveem a retirada do enquadramento do cidadão quando ele se formaliza. Assim, não há perda de benefícios sociais na mera formalização do seu negócio para MEI.
4º Mito– Não muda nada ser MEI -Um levantamento do Prospera Santander Microfinanças mostra que cerca de 80% dos microempreendedores do país nunca ouviram falar em MEI. E parcela significativa de quem conhece o modelo não acredita nos benefícios.
5º Mito – Custa caro manter conta bancária PJ – Supostas taxas da conta corrente MEI são um mito que afasta o microempreendedor da chance de ter um banco como parceiro do seu negócio, ajudando-o a crescer.
No Santander, clientes MEI têm garantida uma série de serviços gratuitos como, por exemplo, envio e recebimento de Pix e o “CoPiloto”, ferramenta exclusiva de gestão financeira. Além disso, conforme o cliente adere a alguns serviços, a taxa mensal de manutenção da conta pode chegar a zero.
VANTAGENS
1ª – Direito à aposentadoria – Alguns microempreendedores não têm a visão de futuro de que, em algum momento da vida, vão precisar parar de trabalhar. Como MEI, o trabalhador que contribuiu 20 anos e alcançou a idade mínima – 62 anos para mulheres e 65 para homens – tem o direito à aposentadoria. E mais: pode continuar trabalhando como MEI depois de se aposentar.
2ª – Direito ao Auxílio Doença e Maternidade – Se o microempreendedor parar de trabalhar por qualquer razão, o negócio também para. E os rendimentos também. Todo MEI tem direito a receber um auxílio caso sofra acidentes ou tenha questões de saúde que o impeçam de trabalhar.
No caso das mães, após 10 meses de contribuição como MEI, é possível solicitar o Auxílio Maternidade e receber 1 salário mínimo por mês durante quatro meses. O auxílio também vale para casos de adoção.
3ª – Separar despesas pessoais das do negócio- A pessoa que empreende sozinha é tudo no negócio: comercial, financeiro, estoquista, marketing. A empresa, por sua vez, tem a sua própria vida financeira. Quando se separa as despesas da pessoa das do empreendimento, fica mais fácil saber quanto se fatura. O ideal é ter uma conta corrente separada para aluguel do ponto, capital de giro, gestão de fluxo de caixa.
4ª – Melhor negociação de preços- MEI pode comprar e vender diretamente de fabricantes e fornecedores, comprando produtos por um preço mais baixo. Isso só é possível quando se tem um CNPJ e as negociações são feitas entre empresas.
5ª – MEI atrai mais clientes- A formalização permite ao microempreendedor emitir nota fiscal. Com isso, abre-se um leque de possibilidades muito para vender mais e expandir a lista de clientes. Vale lembrar que para vender mais é mandatória a emissão de documentos fiscais.
Fotos – Divulgação




