UM CARNAVAL SEM CARNAVAL E SEM GALO DA MADRUGADA

Neste sábado (13) de Zé Pereira, até então reservado ao majestoso Galo da Madrugada, que sempre assinalou a abertura do Carnaval do Recife – uma história de alegria irreverência, despojamento, desabafos de euforia, contentamento e sonho dos pernambucanos, neste ano de 2021 – é só vazio e desalento.

O novo coronavírus devastador, traiçoeiro, inimigo cruel e desconhecido, roubou uma das coisas mais expressiva do povo dessa terra de ” altos coqueiros”, sua alegria ” soberba estendal”. Alegria, esta, no momento tolhida, mas não esquecida, embora apenas contida, no coração dos foliões pernambucanos.

A capa da edição deste sábado do Jornal do Commercio faz uma homenagem silenciosa e marcante a esse acontecimento e traz estampado uma foto do Galo gigante, que encheu de alegria as ruas do Recife, em 2020 e hoje, solitário e com máscara, trazendo um artigo do ex-governador Gustavo Krause, sobre o tema.

Pelo contexto de pandemia, com a grave crise sanitária, não houve a tradicional montagem do Galo na Ponte Duarte Coelho, aguardada sempre com muita expectativa pelos pernambucanos. Também não houve os milhões de foliões, nas ruas do Centro do Recife, a saudar o grande rei do nosso Carnaval. Obscuros e tristes tempos de pandemia.

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