ADALBERTO RIBEIRO: “UMA CIGANA ME CONTOU OS AMORES DE PERDIÇÃO DO [BRAZIL]”

 O bicho-grilo Adalbertovsky conta como foi o caso de uma cigana que revelou os amores de perdição do “Brazil”. “Oh, Dama de sete véus, leia minhas mãos para desvendar os segredos do meu coração”. “Desvairada criatura, tu cultivas amores de perdição. O ventrículo esquerdo ama o bode rouco da seita vermelha. O ventrículo direito adora o capitão de fandango da seita do gado”.

“Cigana Mentirosa, marcha de Carnaval de Genival Macedo, anos 1950s: “Uma cigana apareceu no meu caminho/ e leu a minha mão/ a sorrir de mim, foi dizendo assim, tiveste uma grande paixão. Oh cigana mentirosa, outra igual não encontrei/ leva, leva meu dinheiro/ deixa de prosa eu jamais amei”. Eu direi: Oh mulher ingrata, meu coração por ti gela!”.

“Os berrantes da seita do gado esqueceram de dizer que no dia seguinte ocorrerá o estouro da boiada do déficit público e haverá o triunfo da falsidade do Posto Ipiranga. Em festa com os vermelhos, será comemorado o funeral da operação LavaJato. Continuará a guerra mortífera e sem trégua entre as seitas rivais”.

“O [alkimista] dizia anteontem que depois de quebrar o Brazil o barba de fogo quer voltar ao local do crime. Convertido ao pastoril do cordão encarnado, a palavra “crime” virou “milagre”. Eis uma questão de déficit de pudor, para se vingar de João Doria e passar bem”.

“A cigana mentirosa veio da parte do alkimista de ontem ou de hoje, conforme a preferência do freguês”. A cantiga do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião.

Por: Adalberto Ribeiro – Jornalista

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