Polícia Federal em Pernambuco deflagrou, nesta terça-feira (13), a Operação Desnatura – um desdobramento da Operação Lácteos – iniciada em 2020, para desarticular organização criminosa investigada pela suposto desvio de recursos públicos do “Programa Leite de Todos”, da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, na gestão do governo Paulo Câmara.
Além de seis mandados de prisão, a Justiça Federal decretou o sequestro patrimonial no valor de R$ 95.931.880,15. Os recursos milionários, deveriam ter sido destinados para apoiar produtores de leite. Seis pessoas foram presas em três cidades de Pernambuco, acusadas de adulterar o leite distribuído em programas sociais e de desviar dinheiro público.
A Operação Desnatura contou com a colaboração da Controladoria-Geral da União e a Receita Federal do Brasil. Segundo as investigações, da Polícia Federal, os recursos públicos estariam sendo desviados desde 2014, por meio de um grande laticínio estabelecido em Pernambuco e de uma Cooperativa de Produtores de Leite que funcionava exclusivamente para aplicar a fraude.
Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, no Estado, sendo três no Recife; dois em Gravatá, no Agreste; e um em Itaíba, no Sertão. Houve, ainda, 18 mandados de busca e apreensão nas seguintes cidades: Recife (08); Gravatá (04); Itaíba (02); Ipojuca (02) e Pesqueira (01) e Passira (01).
Segundo o delegado da Polícia Federal Márcio Tenório, as pessoas presas no Recife e Gravatá foram encaminhadas ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), localizado em Abreu e Lima, no Grande Recife. Entre as quais estão, o empresário responsável pelo laticínio e seus subordinados. As investigações não indicaram envolvimento de funcionários públicos nas fraudes.
Também foi determinada a suspensão cautelar das atividades da cooperativa e da empresa investigadas, e de todos os contratos entre elas e o poder público. Por fim, o laticínio investigado foi impedido de fornecer leite integral pasteurizado a fornecedores contratados pela administração pública.
Foto – Divulgação/Poliicia Federal




