ANALISTAS APONTAM QUE GESTÕES DO PSB PREJUDICAM CANDIDATO SOCIALISTA

A gestão do  governador  de Pernambuco também foi avaliada na pesquisa Ibope/JC/Rede Globo apresentada nesta sexta-feira (16). Dos entrevistados, 22% avaliaram como ótima/boa, 35% como regular e 40% disseram que é ruim/péssima. Outros 2% não souberam avaliar ou não responderam.  No levantamento anterior, o governo estadual tinha 19% dos entrevistados o considerando ótimo/bom, 39% como regular e 40% o avaliando como ruim/péssimo. Outros 2% não souberam avaliar ou não responderam.

O questionário foi realizado entre os dias 13 e 15 de outubro de 2020. Foram entrevistados 1.001 votantes. A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%. A soma dos percentuais pode não totalizar 100% em decorrência de arredondamentos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo 08776/2020 

   Para o cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Arthur Leandro, os índices de desaprovação ao governo estadual e governo municipal preocupam o candidato socialista à Prefeitura do Recife, João Campos e beneficiam postulantes como a delegada Patrícia Domingos  (Podemos).

  As administrações de Paulo e Geraldo patinam em patamares semelhantes e indicam que a melhor estratégia para João é ser filho de Eduardo Campos e neto de Miguel Arraes e, não, ser candidato do governo. Isso traz a rejeição que o governo já enfrenta. A rejeição ao governo beneficia uma candidata como Patrícia e prejudica João, se associam a ele o que acontece na prefeitura, ainda que sejam só denúncias, se associam os problemas da cidade a ele. Então,  o candidato socialista  se beneficia da capacidade do PSB em criar as bases e se prejudica com a prefeitura no palanque”, afirma.

Na avaliação da cientista política e professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda -Facho Priscila Lapa, o levantamento mostra uma insatisfação generalizada da população com o rumo da administração pública. “É como se as pessoas não tivessem satisfeitas em como as coisas têm chegado para elas, independente de quem é o governante, independente de partido e dessa polarização. Então, no cenário como esse, a insatisfação é com a classe política, é com o estado de uma forma geral. Tem mostrado claramente um eleitor insatisfeito e que não foi capturado por nenhuma força política”, diz.

Segundo Priscila, o descontentamento pode favorecer “candidatos estreantes, candidatos não vinculados politicamente de grupos, candidatos que não estão utilizando cabos eleitorais de políticos de mandato para fazer sua campanha. Agora, quando a gente cruza esses dados com as intenções de voto, isso fica um pouco relativizado, a performance individual dos candidatos está contando também. A escolha não se dá apenas por leitura mais ampla”, acrescenta.

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