CÂMARA DO RECIFE DEBATE EM AUDIÊNCIA PÚBLICA O PAPEL SOCIAL DA ARTE URBANA

O papel social da arte urbana foi tema da audiência pública promovida pela vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), no plenarinho da Câmara do Recife, na tarde desta segunda-feira (17).

Representantes da sociedade civil, coletivos culturais, secretarias municipais e artistas participaram do debate. Segundo a Parlamentar, no Brasil, existe uma crescente e bem consolidada cena de arte urbana e reocupação do espaço público, transformando em galerias de arte a céu aberto lugares que historicamente perderam o direito à memória e a narrativa.

“A gente tem que pensar o papel da arte urbana a partir do pertencimento e do direito da cidade. O direito da cidade prevê algo maior, que é toda a construção de uma reforma urbana para o bem viver”.

“E na Região Metropolitana do Recife (RMR), o esforço constante da cena artística plural tem ajudado a surgir expressões profundamente comprometidas com as tradições locais, mas conectadas com a contemporaneidade, como é tradição na criação pernambucana, sempre ressoando com o mundo”, explicou Cida Pedrosa.

Após as falas da mesa, várias pessoas fizeram perguntas e deram sugestões. Pedro Estilo, do Coletivo Pão e Terra, citou que o Sindicato do Grafite foi formado e sugeriu um projeto de lei que obrigue a ter uma obra de grafitagem nas unidades educacionais.

“É um Projeto de Lei para os espaços da educação. Assim como a Lei Abelardo da Hora, onde tem que fazer uma escultura na frente de cada prédio, a gente quer que todo espaço da educação tenha um grafite também. Esperamos que seja aprovado aqui, na Câmara do Recife”.  

Rebeca França, da Frente Popular Arte Urbana por Direitos, comentou sobre a questão da segurança pública. “É preciso melhorar muito o diálogo com a segurança pública. E não ficarmos mais com um sentimento de sermos inimigos uns dos outros”.

O artista Leopoldo Nóbrega disse que a arte urbana poderia abrir espaço para um tipo de linguagem como a da cerâmica, por exemplo, e citou um projeto com esculturas. “A arte urbana abre espaço ou deveria abrir espaço para esse tipo de linguagem”.

“Temos conquistado um espaço com a inovação urbana para a linguagem de mosaico que é uma conquista muito grande. A gente vai ter em breve escadarias e outras ocupações para lembrar a importância da escultura tridimensional tão pouco representada” .

“E temos um projeto em cima dessa metodologia do Galo da Madrugada de criação, ressignificação (de materiais e de inclusão do público como sendo parte da obra), para a ocupação de canais com esculturas de arte envolvendo o aproveitamento de descartes que são coletados nos canais”.

Foto – Divulgação/CMR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *