COM R$ 1,48 BILHÃO, BNDES AMPLIA APROVAÇÕES DE CRÉDITO PARA PERNAMBUCO

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para Pernambuco no primeiro semestre de 2026, alcançando R$ 1,48 bilhão. O valor aprovado para o Estado foi 254% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 416,6 milhões).

Os recursos aprovados atenderam todos os setores da economia, como infraestrutura (R$ 871,9 milhões), comércio e serviços (R$ 348,3 milhões), indústria (R$ 186,8 milhões) e agropecuária (R$ 68,9 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 753,2 milhões do crédito aprovado, crescimento de 132% em relação a 2025 (R$ 325,1 milhões).

De acorodo com o banco, o volume de recursos aprovados para a agropecuária no semestre para Pernambuco foi o maior da série histórica, iniciada em 1995, 878% superior ao primeiro semestre de 2022 (R$ 7 milhões) e 69% acima do resultado de 2025 (R$ 41 milhões).

O volume de recursos desembolsados pelo BNDES para Pernambuco foi de R$ 799 milhões neste 1º semestre, aumento de 186% ante 2025. Os dados são do resultado do 1º semestre do BNDES, divulgado nesta quarta-feira, 12. “Os números mostram a presença de operações de crédito do BNDES em diversos setores da economia, como agronegócio, indústria, infraestrutura, comércio e serviços.

Os dados também registram a participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) entre os beneficiários dos financiamentos no período”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Neste semestre, Pernambuco teve o segundo maior volume de aprovações para MPMEs e para infraestrutura da região Nordeste.

As aprovações de crédito para a Região Nordeste alcançaram R$ 10,8 bilhões no 1º semestre de 2026, valor 184,3% superior ao realizado no mesmo período de 2025 (R$ 3,8 bilhões). Os valores aprovados neste semestre atenderam diferentes setores, como infraestrutura (R$ 5,9 bilhões), comércio e serviços (R$ 2,1 bilhões), indústria (R$ 1,7 bilhão) e agropecuária (R$ 1,1 bilhão).

Do total das aprovações, R$ 5,2 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas, ante R$ 2,3 bilhões no período anterior – um acréscimo de 127%. O volume de desembolso chegou a R$ 9 bilhões, ante R$ 6,3 bilhões no mesmo período de 2025.

ATIVOS

O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição.

Os resultados financeiros também revelaram que o BNDES atingiu pela primeira vez na história ativos totais de R$ 1,05 trilhão, além do recorde histórico de R$ 181 bilhões no Patrimônio Líquido, reflexo da sustentabilidade e da solidez do Banco.

O desempenho operacional da instituição também segue com resultados robustos, com valores de consultas, aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos. O total de aprovações de crédito e operações garantidas aumentou 19% ante primeiro semestre de 2025, com injeção de crédito de R$ 154 bilhões, sendo R$ 43,4 bilhões em garantias.

CRÉDITOS

As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, aumento de 52% ante 1º semestre de 2025. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+91%) e agropecuária (+46%), somando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (+27%) e à indústria R$ 22,5 bilhões (+24%).

O apoio às MPMEs alcançou R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, maior valor da história para o período, com alta de 22% sobre 2025 (R$ 88,8 bilhões).  As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram R$ 43,4 bilhões, enquanto as aprovações de crédito somaram R$ 64,8 bilhões.

O volume dos desembolsos do BNDES alcançou R$ 74,8 bilhões no semestre, aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2025, garantindo a continuidade do crescimento da carteira expandida. As consultas aumentaram 72% em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 237,7 bilhões. A inadimplência da instituição, de 0,05% (90 dias), permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026).

Foto: Nicola Labate/BNDES

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