O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Metropolitano do Recife volta apresentar alta na média móvel de envio de ambulâncias por síndrome respiratória aguda grave – SRAG, condição considerada suspeita de Covid-19. Com informações do JC.
Ao considerar o encaminhamento de veículos para quadros sugestivos da infecção, o Samu Recife chegou, no último domingo, a uma média móvel (últimos sete dias) de 16,3 envios de ambulâncias – um número maior do que o indicador do dia 31 de janeiro, que teve média móvel de 15.
Sobre esse cenário, coordenador-geral do Samu Metropolitano do Recife, médico Leonardo Gomes, observa que esse incremento tem sido lento, mas permanece numa constante. “Temos mais um momento de subida na nossa média móvel de envio de ambulâncias para casos suspeitos de Covid-19″.
“É um aumento leve, mas todo tanto é muito quando consideramos uma pandemia que já dura quase um ano no Recife. Às vezes, vem a sensação de que estamos enxugando gelo. Acredito, contudo, que não voltaremos a ter um cenário de grande aceleração, como no início da pandemia”, destaca Leonardo.
“Os números do Samu Metropolitano, que regula os chamados de 71 municípios pernambucanos e da Ilha de Fernando de Noronha, são mais expressivos do que os do Recife. No último domingo, a média móvel foi de 22,3 envios de ambulâncias – um indicador maior do que o alcançado no dia 31 de janeiro, que teve média móvel de 20.3.
Segundo o médico, , no caso do Recife e das demais cidades reguladas, os acionamentos são, na maioria, para domicílios e serviços de saúde, com a finalidade de transportar pacientes. “Ainda transferimos pessoas com quadros de saúde bem graves, mas numa frequência menor do que no início da pandemia. Outro detalhe é que agora as pessoas que atendemos são mais jovens e em condições menos severas, em comparação com as que transportávamos na primeira onda de Covid-19”, afirmou.
BALANÇO
A capital pernambucana confirmou, nesta segunda-feira (08), mais 520 novos casos da doença, sendo 513 leves e 7 graves. Também foi registrada uma morte laboratorial. Agora, o município totaliza 62.798 casos da infecção. Entre as pessoas que adoeceram, 2.948 evoluíram para o óbito. Além disso, o boletim aponta 59.034 pacientes já recuperados da doença.




