DEZEMBRO DE EVENTOS ASTRONÔMICOS: CONJUNÇÃO DE PLANETAS E CHUVA DE METEOROS

O céu ainda guarda surpresas para 2020. Pelo menos três eventos astronômicos vão marcar, com chave de ouro, o final deste ano. Um mês movimentado, segundo o doutor em Física e professor do Instituto Federal de Santa Catarina, Marcelo Schappo.

Um encontro de gigantes do nosso sistema solar vai acontecer neste mês de dezembro, com auge no próximo dia 21. É a chamada grande conjunção dos planetas Júpiter e Saturno. O alinhamento dos planetas com a Terra é considerado relativamente raro porque ocorre a cada 20 anos, mas desta vez, é ainda mais. Isso porque tamanha proximidade entre os planetas não era vista desde a Idade Média .

E, o escalonamento deste alinhamento já pode ser visto. ” O que é mais interessante observar na grande conjunção é que ela pode ser acompanhada ao longo do mês. No horizonte oeste, após o pôr do Sol vai se observar dois pontos que parecem duas estrelas, mas são Júpiter e Saturno. Noite após noite estarão mais próximos um do outro. O ápice deste encontro será no dia 21. E depois disso, é possível continuar a observar o distanciamento” de ambos. diz o Astrofísico.

Outros acontecimentos atmosféricos, também, de importante grandeza, já podem ser vistos a partir deste domingo 13. É o ápice da chuva de meteoros chamada de Geminídeas. O fenômeno ocorre quando fragmentos de rochas entram na atmosfera do planeta Terra em alta velocidade e são incinerados. O rastro de luz é também chamado popularmente de ”estrelas cadentes”. Segundo Schappo, esta chuva de meteoros de dezembro é uma das mais esperadas por seu espetáculo visual.

RASTROS DE LUZ

Para a observação das Geminídeas a dica é: ”montar guarda”.
”A ideia é se afastar completamente das luzes da cidade, daí fique de olho no céu e monte guarda. Quando mais aberto estiver o céu, mais chance de observar os meteoros que são rastros de luz de curta duração que vão pipocando pelo céu”, orienta o físico.

No dia 14 é a vez de um eclipse solar, alinhamento astronômico em que a Lua fica entre o Sol e a Terra. Em países como Argentina e Chile o eclipse será total, mas aqui, no Brasil ele será observado de forma parcial. No Sul do país, o encobrimento ficará entre 40% e 60%. Enquanto, no Distrito Federal será de menos de 10%.

DE OLHO NO CÉU

Mas, mesmo sendo parcial, parcial o professor do IFSC alerta para os cuidados com a observação do Sol. “Muito importante que não se faça a olho nu. A solução é comprar um vidro de soldador, que pode ser encontrado em lojas de material de construção, com tonalidade 14. Ele oferece proteção segura. Jamais use chapas de Raio-x ou vidros fumês”, adverte.


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