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As disputas entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ao menos quatro Estados brasileiros têm dificultado a definição de palanques para o petista na disputa à reeleição. No Maranhão, por exemplo, o atrito entre grupos políticos alinhados ao Planalto é tão intenso que resultou em uma mudança de rota sobre planos eleitorais, bem como em judicialização.
O embate envolve o governador Carlos Brandão (sem partido) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que governou o Estado de 2015 a 2022. Brandão foi vice-governador nos dois mandatos de Dino, mas houve uma ruptura na aliança. O racha se intensificou depois que o ministro do STF suspendeu o processo de escolha para vagas no Tribunal de Contas do Estado, em março de 2024.
Isso se deu menos de um mês depois de Dino tomar posse na Corte, em 22 de fevereiro de 2024. Em fevereiro de 2025, o magistrado também decidiu suspender a escolha do advogado Flávio Costa, indicado por Brandão ao TCE-MA. Considerou haver “discrepância de procedimentos” nos modelos federal e estadual….
O governador tinha a intenção de disputar o Senado, mas teria de renunciar ao cargo. Se fizesse isso, deixaria o comando do Palácio dos Leões para o vice, Felipe Camarão (PT), que se tornou um adversário. O gestor maranhense quer lançar o sobrinho Orleans Brandão (MDB) na disputa pelo governo. Já o petista integra o grupo de Dino. No sábado (14) Orleans Brandão lançou sua pré-candidatura ao governo do Maranhão. Ele afirmou ter o apoio de 182 dos 217 prefeitos do Maranhão.
OUTROS IMPASSES
Distrito Federal – Leandro Grass (PT), presidente do Iphan e Ricardo Cappelli (PSB), que foi interventor na segurança do DF, pleiteiam representar o campo da centro-esquerda na disputa ao governo; Pernambuco – O pré-candidato do PSB ao Palácio do Campos das Princesas, prefeito João Campos quer apoio exclusivo de Lula.
Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra (PSD) busca a neutralidade do petista nas eleições do Estado. No Rio Grande do Sul – A ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) e o presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto (PT), disputam a cabeça de chapa ao governo. A tendência é a formação de um palanque único da centro-esquerda.
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