EMPRESÁRIOS DA JATO CLEAN E WC LOCAÇÃO SÃO CONDENADOS POR FRAUDE EM LICITAÇÕES

 Ministério Público Federal – MPF, em Pernambuco informou nesta quarta-feira (17), a condenação dos empresários Paulo Sérgio Oliveira Pinto e Alberto Jorge Arcoverde Filho. Ambos são proprietários das empresas Jato Clean Limpadora e Desentupidora e WC Locação e Serviços, respectivamente, pelo envolvimento em fraudes com recursos federais, oriundos do Ministério da Integração Nacional.

 Segundo o MPF, a verba deveria ter sido destinada ao auxílio das mais de 80 mil pessoas desabrigadas em decorrência das enchentes ocorridas em Pernambuco, em 2010.  Esta foi a primeira sentença  proferida nos processos instaurados pelo MPF no âmbito da Operação Torrentes. De acordo com as investigações, em 2011, os dois empresários, atendendo ao pedido dos demais envolvidos no esquema, apresentaram em processo licitatório da Casa Militar, proposta com valor superior ao que cobravam normalmente, para locação de banheiros químicos e cabines com chuveiros. 

Com isso, o MPF aponta que os empresários viabilizaram que a empresa FJW da Cunha Filho Alimentos, também participante do esquema criminoso, fosse a escolhida para celebrar o contrato com a Camil, apesar de essa empresa também ter apresentado proposta com sobrepreço. A verba pública desviada foi de R$ 242 mil, em valores corrigidos de fevereiro de 2019.

A Operação Torrentes foi deflagrada em 2017 e apontou a atuação de um grupo criminoso que, nos últimos anos, praticou fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas. “A atuação conjunta do MPF, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal já levou à identificação de várias irregularidades em outras licitações e contratos. Ao todo, as investigações resultaram no oferecimento pelo MPF de 12 denúncias à Justiça Federal”, diz texto do site do Ministério Público Federal.

  O MPF identificou ainda outras pessoas envolvidas na fraude da licitação e já denunciadas. São elas: os policiais militares Waldemir José Vasconcelos de Araújo e Laurinaldo Félix Nascimento  – que na Casa Militar do Governo de Pernambuco, os postos de secretário-executivo e presidente da Comissão Permanente de Licitação, respectivamente; o coronel reformado Roberto Gomes de Melo Filho, então coordenador-administrativo da Camil e os empresários Ricardo José Padilha Carício, Rafaela Carrazzone da Cruz Padilha e Italo Henrique Jaques. Também  foi denunciada, Taciana Santos Costa –  sócia da FJW da Cunha Filho Alimentos e de outras empresas participantes do esquema ilegal identificado pelas investigações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *