GURU DA SEITA VERMELHA É UM DILÚVIO EM FORMA DE GENTE

Dedico este artigo ao meu colega o lindo poeta Luís de Camões, o Lula, que era apaixonado os cinco pneus, inclusive o pneu estepe, por Inês posta em sossego.

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A bola continua rolando até o domingo 4 de outubro, o primeiro tempo das eleições presidenciais. Dizem que é uma vergonha perder para a remada viking de Haaland. Falso. Vergonha é saber que o crime organizado e o crime avulso se alastram em todos os cantos onde canta o carcará e onde cantava o sabiá.

Vergonha é observar que a guarda pretoriana da corrupção já está remando em favor dos gângsters do Master e do INSS, assim como ocorreu na operação LavaJato. O viking norueguês Haaland confessou que, fora dos gramados, gostaria de viver numa fazenda, dirigir um trator na lavoura e alimentar suas vacas leiteiras. Esta é a diferença de culturas.

O sonho de consumo dos cafuçus do football é cobrir o corpo de tatuagens, desfilar numa Ferrari envenenada, viver cercado de periguetes e cair na gandaia ao som de um funk da pesada, sempre doidão. Qual o projeto de Nação dos Vikings do poder em Pindorama? Nenhum. 

O projeto da seita vermelha é distribuir o Bolsa Família em substituição aos empregos, o Gás do Povo, Pé-de-Meia, manipular os índices do IBGE e endividar os alunos do Fies. E mais, bancar bilhões em emendas parlamentares, fomentar a criação de Bets, ampliar o déficit público e abafar os escândalos de corrupção. 

Coitado do nosso Brazil! Atualmente com quase 200 anos de idade, o aiatolá do cordão encarnado pretende perpetuar-se no poder para consolidar o legado da dinastia vermelha. Egresso das cavernas, analfabeto de nascença, o guru da seita vermelha foi adotado pela onda politicamente correta como mascote à prova de tempestades e escândalos, ou seja, “menas” a verdade, como diz Sua Excelência.

Os doutores das universidades beijam suas mãos e o consideram mais sábio que os filósofos gregos, o novo Sócrates, que dizia “só sei que nada sei”. Os doutores das leis o absolvem de todos os pecados, até o pecado original do Petrolão.

Flávio Bolsonaro é o adversário dos sonhos do vermelhão para manter acesa a chama da polarização. Se o patriarca Jair tivesse um pingo de juízo teria apoiado o governador paulista Tarcísio de Freitas como o nome preferencial dos conservadores. Mas, Tarcísio foi preterido na cara dura para Flávio segurar a flâmula do clã. Em segunda opção, o governador Caiado seria um osso duro de roer para as esquerdas. Caiado é agro, o touro é valente.  

Os conservadores apostam todas as moedas no segundo turno, na cogitada união de Flávio, Caiado e Zema. Em sendo Flávio um pato manco, o vermelhão também é manco, a começar pela idade. A diferença é que as esquerdas contam com a indulgência do sistema. O vermelhão é o próprio sistema, o vermelhão é um dilúvio, um dilúvio em forma de gente.

Mas, agora é tarde, Inês é morta, como diria meu colega o poeta Luís de Camões, o Lula. Os conservadores apostam todas as moedas no segundo turno, na cogitada união de Flávio, Caiado e Zema. Em sendo Flávio um pato manco, o vermelhão também é manco, a começar pela idade. A diferença é que as esquerdas contam com a indulgência do sistema. O vermelhão é o próprio sistema, o vermelhão é um dilúvio, um dilúvio em forma de gente.

Por José Adalbertovsky Ribeiro – Periodista, escritor e quase poeta

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