JONES MANOEL PARTICIPA DE DEBATE E ACUSA EDUARDO MOURA DE NÃO TER PROPOSTA PARA O ESTADO

Debate político mais assistido do ano em Pernambuco com o historiador e comunicador Jones Manoel aconteceu nesta quarta-feira (22), no canal Fala Ordinário no YouTube. O pré-candidato a deputado federal por Pernambuco (Federação PSOL-Rede Sustentabilidade) apresentou ao eleitorado um programa concreto de defesa da classe trabalhadora.

Do outro lado, da sabatina esteve o vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) – que segundo assessores de Jones, chegou atrasado, adotou um tom ofensivo, ao longo de todo o encontro e, não conseguiu apresentar uma única proposta para o Estado. Até a manhã desta quinta-feira (23), mais de 160 mil pessoas assistiram ao confronto de ideias.

Os temas centrais do encontro foram transporte público e tarifa zero, privatização do Metrô do Recife, escala 6×1, saúde pública e piso salarial das categorias, orçamento secreto e combate à corrupção, e o diagnóstico socioeconômico de Pernambuco. Em cada um deles, Jones Manoel apresentou dados, argumentos e propostas concretas enquanto o adversário optava pela provocação.

“O partido de Eduardo Moura votou contra o piso salarial das enfermeiras, das agentes comunitárias de saúde, contra a aposentadoria especial e contra o fim da escala 6×1. Quem chega em casa cansado após uma jornada exaustiva precisa saber quem atua para manter o trabalhador submetido a jornadas penosas sem o devido descanso”, afirmou Jones Manoel.

No campo das propostas, o transporte público foi um dos temas abordados por Jones Manoel, que apontou dados que mostram a viabilidade da implantação da tarifa zero. “O sistema metropolitano recebe cerca de R$ 400 milhões anuais em subsídios estaduais, mais de R$ 1 bilhão em quatro anos, repassados a 13 empresas privadas sem transparência sobre custos e lucros, afirmou. 

“É possível implementar a tarifa zero. O trabalhador gasta em média 20% da sua renda com transporte. Propomos um sistema estadual com financiamento tripartite entre União, Estado e municípios e gestão pública direta. O dinheiro economizado voltará para a economia local, a exemplo do que já ocorre em mais de 100 cidades brasileiras”, afirmou Jones.

O sucateamento do Metrô do Recife completou o argumento contra a lógica das privatizações. O serviço já transportou 400 mil passageiros por dia e hoje atende entre 150 mil e 170 mil, fruto do abandono progressivo e da ausência de concursos públicos desde 2014. Para o pré-candidato, a solução passa pela gestão pública e não pela concessão ao mercado.

“Enquanto a direita desvia a atenção para omitir sua falta de propostas, nós discutimos o financiamento do piso da enfermagem, do magistério e o socorro aos serviços públicos. Seguimos firmes apresentando uma alternativa de transformação radical para o Estado, com o Manifesto da Bancada da Esquerda Radical e propostas concretas para superar os gargalos históricos de Pernambuco e do Brasil”, concluiui Jones Manoel.

Foto – Divulgação

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