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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Política e cotidiano de Pernambuco

OPINIAO

O CORAÇÃO VERDE-AMARELO É UM VULCÃO COM PELE DE CORDEIRO

Por Luzimar Dias

Dedico este lindo artigo ao meu colega, o poeta Olavo Bilac, o grande Bila, um garimpeiro de estrelas nas noites de lua cheia

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Ora (direis), Pindorama é um reino pacífico. Os aiatolás de Brasília são mansos de coração. Aqui não existem vulcões nem terremotos. E eu vos direi: o coração auriverde é um vulcão com pele de cordeiro. Os aiatolás são terremotos ambulantes em forma de gente. O vulcão está em erupção. Esta terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz, é um paiol de vulcões.

Sua Excelência, o poeta Olavo Bilac, ensinou: Amai para entender o coração dos vulcões, pois só quem ama é que possui ouvido capaz de ouvir e de entender os vulcões da natureza humana. Inacreditável é saber que falsas vestais da República foram arrebatadas pelos tentáculos do maior gangster nascido nos pântanos da vida pública brasileira.

Esses traidores reivindicam a glória de terem inventado o crime perfeito, o crime que não é crime. Propina ou suborno é chamado de consultoria ou honorário. As eleições presidenciais deste ano também serão um julgamento sobre a validade do crime perfeito.

Mais grave, o Dany Vulcão arregimentou uma guarda pretoriana poderosa que funciona nas sombras a plenos vapores, vapores malignos. Os aiatolás corruptos prostam-se de joelhos aos pés do vulcão. Os demiurgos, entidades que se presumem entre o céu e a terra, produzem sorrisos marotos. Al Capone seria inocente diante do Vulcão tropical.

O projeto de Nação da dinastia vermelha é a expansão do programa Bolsa Família para manter um eleitorado cativo, mascarar o desemprego e se perpetuar no poder. O guru da seita vermelha renega a alternância e insufla a radicalização. A Nação afunda no populismo e na radicalização.

O reino de Pindorama segue órfão do espírito de um estadista. Dom Pedro II, o estadista do Império e das nações globalizadas no século XIX, foi atropelado pelo golpe da República, em 1889. As elites vencedoras embarcaram o Brazil no atraso sob as bandeiras falsas da República nascente. E haja quarteladas e golpismos durante todo o século.

Getúlio Vargas, o grande reformador social, traído pelos bandoleiros golpistas, arremessou contra si mesmo uma bomba atômica na caixa dos peitos. Juscelino Kubitscheck emitiu lampejos como sendo um estadista auriverde numa era de prosperidade. Mas o sonho de JK acabou.

O Brazil ufanista embarcou depois nas veredas da corrupção e da inflação. O pobrezinho Jeca Tatu vivia atormentado com lombrigas, fraqueza nas pernas, bicho do pé e disfunção erétil. Tomou uma meisinha de catuaba, mocotó e pílulas biotônicas e botou moral.

O guru da seita vermelha é uma versão remasterizada de Jeca Tatu. Vem da estirpe da caterva vermelha latino-americana, do ramo ideológico de Fidel Castro, com licença da palavra. Ainda hoje cultiva laços afetivos com a ditadura escravagista de Cuba e da Nicarágua.

A caterva vermelha espalhou a semente do mal na América Latina. Quem duvidar de mim levante o braço. Ninguém. Obrigado pelo carinho de sua audiência.

Por José Adalberto Ribeiro – Periodista, escritor e quase poeta.

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