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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Política e cotidiano de Pernambuco

PERNAMBUCO

SETOR CANAVIEIRO REALIZA ATO PÚBLICO CONTRA POLÍTICA ECONÔMICA DE PAULO CÂMARA

Por Luzimar Dias

Representantes do Setor Canavieiro de Pernambuco, liderado pela Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco – AFCP,  anuncia manifesto, marcado para a próxima  terça-feira (01),contra política do  governador Paulo Câmara, com relação  ao setor. 

  Associação informa  que  deixará  a Zona da Mata  rumo ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Recife.  Representantes do setor afirmam que, decisão tomada pelo Governo do  Estado prejudicará o desenvolvimento de várias cidades com vocação econômica canavieira,  ao restringir somente para Nova Usina Cooaf-Sul,  os benefícios fiscais de leis estaduais voltadas a usinas cooperativadas por agricultores. 

  “Nossa reivindicação,  é para que,  o Governador reveja o impeditivo criado agora e somente para a Cooaf-Sul, mesmo com os benefícios das leis 16.505/18 e 15.584/15 vigentes até 2022”,afirmou  o presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima.  Estas legislações criadas pelo Governador revolucionaram o setor sucroenergético na esfera  estadual e  nacional, pois permitiu a reabertura de usinas em PE, enquanto várias fecharam no Brasil desde 2015. 

  De forma prática, tais leis estimulam que os plantadores de cana formem suas cooperativas, arrendem e reativem várias usinas fechadas, ajudando assim no aquecimento do comércio do local, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e milhões de reais em ICMS de volta para PE, através da produção de açúcar e etanol pelas usinas cooperativadas.

  Em Pernambuco, por exemplo, já existem duas cooperativas que provam os efeitos socioeconômicos positivos para toda Zona da Mata Norte e Sul por conta dessas legislações fiscais em favor do cooperativismo do setor sucroenergético no Estado. São elas: Cooaf que reativou em 2015 a usina Cruangi, em Timbaúba, e a Agrocan, que reabriu em 2014 a usina Pumaty,  em Joaquim Nabuco.  Juntas, geraram 7,5 mil postos de trabalho diretos nos parques fabris e nos canaviais dos milhares de cooperados. Juntas, elas  renderam  mais de R$ 20 milhões em impostos para Pernambuco.

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