CREMEPE COBRA MEDIDAS RESTRITIVAS MAIS RÍGIDAS PARA CONTER COVID-19, NO ESTADO

Conselho Regional de Medicina de Pernambuco – Cremepe se manifestou neste sábado (29) sobre o aumento de casos de Covid-19, no Estado e pediu ao governo de Pernambuco medidas restritivas mais rígidas para conter a doença da doença, no território pernambucano.

A entidade classista disse, ainda, que no momento atual, é inconcebível se proibir festividades de rua e “permitir que ocorram festas para aqueles que podem pagar entrada”.

O posicionamento do Cremepe foi divulgado no dia em que o estado bateu recorde absoluto de confirmação de casos em 24 horas. Foram confirmados, neste sábado, 6.581 infecções, maior número diário de toda a pandemia.

Em nota divulgada ao público, o conselho defende que sejam proibidas festas, reuniões, cerimônias, formaturas e todo tipo de aglomeração, mesmo com a exigência de vacinação.

“Soa para nós um contrassenso que, paralelamente a esse grande fluxo de pessoas e adoecimento dos profissionais de saúde, sejam permitidas atividades, festas privadas, que aumentam sabidamente a contaminação e que geram também um aumento muito maior de casos, superlotando as emergências”, declarou em entrevista o presidente do Cremepe, Maurício Matos.

Atualmente, esses eventos têm autorização estadual para ocorrer  com público de té 3 mil pessoas vacinadas, desde que haja teste negativo de Covid para eventos a partir de 300 pessoas.

O Cremepe também citou a pressão no sistema de saúde e nos profissionais que atuam em hospitais e outras unidades. Na sexta-feira (28) a Secretaria Estadual de Saúde (SES) proibiu as férias de servidores, mas o governo mnteve o protocolo que prmite a realização de eventos com até três mil pessoas .

Neste sábado (29), o Hospital Barão de Lucena, na Zona Oeste, suspendeu durante o fm de semana a relização de partos e atendimentos a novos recém-nascido, devido ao grande número de profissionais de saúde afastados com sintomas gripais.

“Há necessidade de que mais medidas sejam tomadas para reduzir a alta transmissibilidade da variante Ômicron em nosso estado, diminuindo a superlotação de pacientes existentes nas emergências, UPAS e policlínicas”.

Com relação ao Carnaval, o Cremepe disse que “a responsabilidade e o sacrifício devem ser de todos e não apenas para uma parcela da população”, ao citar a proibição de festividades para o público em geral, com permissão de festas pagas.

NOTA NA ÍNTEGRA:

Diante do aumento exponencial de casos da variante Ômicron no Estado, que vem superlotando os serviços de urgência e emergência e, com o número crescente de médicos e demais profissionais de saúde acometidos pela doença, o CREMEPE defende que festas, reuniões, cerimônias, formaturas e todo tipo de aglomeração, sejam proibidas pelo governo do Estado como forma de demonstrar coerência neste momento do enfrentamento da COVID-19.

Ressalta também a necessidade de compreensão da sociedade como um todo, de evitar participar de tais eventos, já largamente evidenciados como responsáveis por um alto risco de se disseminar a doença, mesmo com a exigência de comprovante de vacinação e testagem prévia dos participantes.

Os testes para COVID-19 que estão sendo utilizados para permitir esses tipos de aglomerações deveriam ser destinados exclusivamente para o diagnóstico de pacientes com sintomas ou internados e não em pessoas assintomáticas para permitir acesso a eventos privados, conforme apontou recentemente a OPAS.

Com relação à permissão de eventos privados para os festejos do carnaval, não se pode neste momento, proibir apenas as festividades de rua para o público em geral e permitir que ocorram festas para aqueles que podem pagar entrada em eventos deste tipo. A responsabilidade e o sacrifício devem ser de todos e não apenas para uma parcela da população. Esperamos que o governo do Estado mantenha a coerência que tem sido demonstrada com a população pernambucana desde o início da pandemia.

Neste momento em que os profissionais de saúde são mais uma vez convocados para colaborar com sacrifício para o enfrentamento da pandemia, com mais um encargo imposto a uma categoria já tão esgotada em sua carga de trabalho no enfrentamento da COVID-19 nos últimos dois anos, os médicos não deixarão de cumprir seu compromisso de bem servir às necessidades da população

. Contudo, entende que este sacrifício não pode ser feito de forma isolada. Há necessidade de que mais medidas sejam tomadas para reduzir a alta transmissibilidade da variante Ômicron em nosso Estado, diminuindo a superlotação de pacientes existentes nas emergências, UPAS e policlínicas.

O CREMEPE é uma autarquia pública criada há mais de seis décadas com o objetivo de seguir os preceitos legais a ela outorgados, zelando pela boa prática da medicina, fiscalizando o exercício ético da profissão e sempre exigindo melhores condições de trabalho para a categoria médica.

Ao longo da sua existência, o CREMEPE cumpre seu papel institucional em defesa da ética, respeitando os preceitos legais, no princípio fundamental que a medicina é uma profissão à serviço da saúde do ser humano e da coletividade, atuando sempre no sentido de termos uma medicina ética e de qualidade“.

Foto: Divulgação

Fonte: G1 PE

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