Moradores de Paulista, na Grande Recife, cobraram nesta segunda-feira (17) a aplicação da segunda dose da vacina CoronaVac/Butantan, contra Covid-19. Pessoas a partir de 60 anos, que já completaram 28 dias da primeira aplicação, reclamaram da falta de informação do fim do estoque por parte da prefeitura e houve registro de aglomeração e protesto.
A mesma situação foi registrada na ´´ultima segunda-feira, quando o estoque de 1,5 mil doses CoronaVac acabou em poucas horas na cidade. O município também tinha suspendido a segunda dose do imunizante no dia 5 de maio por falta do imunizante. A aplicação de primeira dose do imunizante está suspensa em todo o estado.
A gerente do Programa Nacional de Imunização (PNI) em Paulista, Amanda Rangel, disse que, atualmente, cerca 5,4 mil pessoas aguardam pela segunda dose do imunizante e que o município já solicitou ao estado as unidades que faltam.
De acordo com a Prefeitura, da remessa que chegou ao estado na quinta-feira (13), cerca de 2,6 mil doses de CoronaVac foram enviadas ao município, mas todas foram administradas na sexta-feira (14). Por isto, a cidade não unidades do imunizante nesta segunda-feira.
Em frente a Secretaria de Saúde de Paulista, localizada na Avenida Brasil, no bairro de Maranguape I, um grupo de pessoas fez um protesto pela manhã. De acordo com a Polícia Militar (PM), por volta das 7h agentes foram enviados ao local e o trânsito da via foi liberado. Segundo a Prefeitura, não é necessário fazer o agendamento para receber a segunda dose da vacina. Os idosos devem aguardar nas filas de um dos sete locais de vacinação.

A aposentada Elisa Barreto, de 60 anos, contou que recebeu a primeira dose no dia 15 de abril. A recomendação é para que a segunda dose do imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo, seja aplicada com até 28 dias de intervalo, mas devido a escassez, a orientação é para que tome mesmo com prazo maior.
“Estou tentando desde a semana passada. Vim ao local de vacinação na quinta (13), na sexta (14) e no sábado (15) e todos os dias a informação foi desencontrada, não sabiam me informar se tinha ou não dose disponível”, afirmou. Nesta segunda, Elisa Barreto foi à Fasup, localizada no Bairro do Janga, um dos pontos de vacinação. Ela contou que chegou no local por volta das 6h e já havia várias pessoas aguardando na fila. A imunização no município começa às 9h e segue até as 16h.
O pesquisador Ivaldo Araújo disse que também tentou levar sua mãe, Ivonete Vicente Gomes, de 60 anos, para receber a segunda dose do imunizante. A primeira imunização da idosa aconteceu em 17 de abril. Araújo disse que tentou checar a disponibilidade do imunizante no Clube Municipal de Paratibe, no Centro Administrativo e no drive-thru da Aurora. Não havia vacina em nenhum dos locais, segundo ele.
Viemos vários dias na semana passada, inclusive na sexta (15). Quando chegamos nos informaram que não tinha dose disponível. Depois soubemos que algumas pessoas conseguiram se vacinar. A população fica sem a informação correta”, declarou. Mesma situação foi relatada pelo empresário Hugo Carvalho. Ele contou que desde a quarta-feira (12) procurou o drive-thru da Aurora, localizado no Centro de Paulista. “Minha mãe e minha sogra tomaram a primeira dose em 14 de abril. Viemos todos esses dias, aguardamos na fila e mesmo assim não conseguimos a vacina”.
A Secretaria Estadual de Saúde recebeu, na sexta-feira (14), mais 42,4 mil doses de CoronaVac que ficariam com o governo estadual para suprir eventuais necessidades dos municípios. O blog tentou contato com a G1 entrou em contato com SES-PE para saber quando Paulista deve receber novas doses do imunizante, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.




