EQUIDADE DE GÊNERO: ESCOLAS ESTADUAIS DE PERNAMBUCO TÊM MELHOR DESEMPENHO DO PAÍS NA OFERTA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

As escolas estaduais de Pernambuco têm um dos melhores desempenhos do país em termos de equidade na oferta de Educação Profissional e Tecnológica (EPT). A conclusão é do estudo “Democratização da EPT no Brasil: análise sobre a Oferta Considerando raça, gênero, condição socioeconômica e local de residência”, do Itaú Educação e Trabalho, elaborado pelos pesquisadores Alysson Portella e Thiago Patto.

O estudo tem por objetivo examinar os possíveis desequilíbrios da oferta de EPT no Brasil e, assim, contribuir para que a expansão das matrículas na modalidade aconteça com mais equidade. O indicador usado para medir a equidade de acesso à EPT é o Índice de Representação Descritiva (IRD), em que o valor 0 é considerado o equilíbrio total, o que deve ser perseguido.

Já valores entre -10 e 10 são considerados equilíbrio relativo; entre 10 e 30 (ou -10 e -30) são considerados desequilíbrios pequenos; entre 30 e 50 (ou -30 e -50), desequilíbrios médios; e valores acima de 50 (ou abaixo de -50) desequilíbrios altos. Cabe destacar que, quando o desequilíbrio é em valor positivo, trata-se de um quadro de sobrerrepresentação e, quando negativo, de sub-representação.

O estudo revela que, na análise por gênero, as escolas de Pernambuco apresentam leve distorção de -1,9 na oferta, enquanto somente nas estaduais é menor, de -0,2, quase no patamar de equidade, um dos melhores desempenhos do país. Em termos de raça, a oferta de EPT em Pernambuco também está no patamar de equidade, com leve distorção de -3,6.

A pesquisa analisou, ainda, como está a oferta de EPT nos estados a partir do nível socioeconômico dos estudantes. Para esse indicador, o nível de escolaridade da mãe é representativo do nível socioeconômico dos estudantes.

Para fins de análise, neste estudo, mães com no máximo ensino fundamental completo ou no máximo ensino médio completo caracterizaram famílias com baixo nível socioeconômico e o restante das famílias foi considerado de alto nível socioeconômico.

A partir dessa perspectiva, as distorções de oferta de EPT em Pernambuco são mais profundas, sendo de -21,3 quando se considera todas as escolas e de – 29 somente nas estaduais, patamar considerado de desequilíbrio pequeno.

Foto- Divulgação

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