PF DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA SERVIDORES POR DESVIO DE RECURSOS DO DER NO ESTADO

Polícia Federal (PF) de Pernambuco deflagrou, nesta quarta-feira (25), a terceira fase da Operação Outline, que decorre de investigação de uma organização criminosa que atuava em parceria com o Departamento de Estradas e Rodagens  – DER) no Estado de Pernambuco.

O grupo é  suspeito de desvios de recursos que deveriam ter sido empregados em obras e serviços geridos pelo órgão, como, a Requalificação da BR-101 – trecho do Contorno Viário da Região Metropolitana do Recife. A organização, segundo a PF, também é investigada pela prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal, a atual fase da operação tem o objetivo a reposição de prejuízos causados pelo grupo sob investigação. Hoje estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão de bens, entre eles um veículo GM Trail Blazer avaliado em R$ 190 mil e uma lancha, no valor R$ 270 mil.

Além de veículos, determinou-se o sequestro de apartamentos no Recife e em Gravatá, no Agreste do Estado, joias e relógios de alto valor (um deles avaliado em mais de R$ 200 mil) e ainda bloqueio de contas bancárias. O parâmetro em prejuízo, com as atividades do grupo, é estimado em mais de R$ 10 milhões.

As medidas foram deferidas pela 13ª Vara da Justiça Federal, no Recife. As buscas foram realizadas na capital pernambucana e no de Paulista, para apreensão de veículos e embarcação. Os imóveis são sequestrados através de ofícios aos cartórios.

Os alvos das medidas cumpridas nesta quarta-feira (25) são ex-servidores do DER-PE, que foram responsáveis pela fiscalização e liberação de recursos da obra da BR-101  entre 2017 e 2019 e que, de acordo com a Polícia Federal tiveram acréscimo patrimonial incompatível com os seus rendimentos nos últimos anos.

A PF informou que, apenas um irrisório percentual das movimentações financeiras desses investigados era decorrente de salários. Instituição disse também que, empresa contratada constantemente para execução de obras e serviços pelo DER-PE realizou diversas transações simuladas com empresas fantasmas.

Um empresário representante dessa empresa também foi alvo de medidas de sequestro de bens. O grupo responde pela prática de crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, – cujas penas máximas, somadas, chegam a 42 anos de reclusão.

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