POR FALTA DE OXIGÊNIO PACIENTES DE COVID-19 ESTÃO MORRENDO NOS HOSPITAIS DE MANAUS

Sem oxigênio nos hospitais, Manaus vai transferir mais de 700 pacientes e terá toque de recolher, para tentar conter o avanço desenfreado da Covid-19, na capital amazonense. A situação  caótica obriga a remoção dos pacientes para outras unidades da Federação. A data da transferência ainda não foi cravada, mas o acordo está definido e a chegada dos doentes deve ocorrer até a semana que vem.

A ideia é ajudar a amenizar a  situação de colapso que assola a capital do Amazonas com o recrudescimento dos casos e o elevado número de mortes pelo novo coronavírus. Já estão garantidos um total de 149 leitos, nas seguintes cidades: 40 em São Luís, 30 em Teresina, 15 em João Pessoa, 10 em Natal, 20 em Goiânia, 04 em Fortaleza, 10 no Recife e 20 no Distrito Federal. 

A transferência foi definida com o compromisso de que os pacientes possam receber, em caso de agravamento de suas condições, suporte respiratório, já que a capital amazonense está enfrentando uma severa crise de materiais, como por exemplo, cilindros de oxigênio.

Profissionais de saúde de Manaus  relatam que, o estoque de oxigênio para os pacientes com Covid-19 acabou nos hospitais da região. Também há relatos de falta de oxigênio no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HGV), ligado à Universidade Federal do Amazonas – Ufam. Em entrevista à Folha de S. Paulo, funcionários disseram que os pacientes estão recebendo oxigênio de forma manual.

De acordo com os trabalhadores da unidade, cada profissional consegue fazer o procedimento manual por até 20 minutos, tendo que ceder o lugar a outro técnico em seguida. A informação foi confirmada pelo reitor da Ufam, Sylvio Puga. Segundo a unidade de saúde, ao menos 30 pacientes de Covid-19 foram transferidos para o Hospital Universitário de Teresina, no Piauí.

Em nota, o HGV informa que tem conhecimento de que a falta de oxigênio afeta não apenas a unidade, “mas toda a cidade de Manaus”. A instituição de saúde ressalta que tem contrato vigente para fornecimento de oxigênio, mas não recebeu quantidade suficiente para atender os pacientes internados.

“Mesmo estando em contato com a fornecedora e até mesmo outras empresas há dias, o HUGV/EBSERH não recebeu o suficiente para atender a sua demanda”, informou o hospital, em nota. Além disso, a instituição de saúde afirma que recebeu oxigênio para estabilizar, “temporariamente”, o estado de saúde dos pacientes, e que “continua não medindo esforços para normalizar a situação”.

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